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	<title>Ícaro Vinícius &#187; psicologia cognitiva</title>
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		<title>Tomada de decisões: Teoria da utilidade e do prospecto</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:37:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[bb_keywords = "daniel kahneman"; bb_bid = "1651453"; bb_lang = "pt-BR"; bb_name = "custom";bb_limit = "7";bb_format = "bbc"; Em minha última aula de Psicologia Cognitiva demos continuidade ao tema tomada de decisões, abordando heurísticas e métodos utilizados por seres humanos em suas decisões, julgamentos e raciocínio. Neste post vou me concentrar nas teorias da utilidade e [...]]]></description>
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          <!-- boo-widget end --><p>Em minha última aula de <strong>Psicologia Cognitiva</strong> demos continuidade ao tema <strong>tomada de decisões</strong>, abordando heurísticas e métodos utilizados por seres humanos em suas <strong>decisões,</strong> <strong>julgamentos e raciocínio. </strong>Neste post vou me concentrar nas teorias da <strong>utilidade e do prospecto.</strong></p>
<p><strong><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/o-pensador.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-287" title="o-pensador" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/o-pensador-225x300.jpg" alt="o-pensador" width="225" height="300" /></a><br />
</strong></p>
<p>O professor <strong>Peter Claessens </strong>deu início fazendo a seguinte proposta fictícia à classe:</p>
<p><em>Você tem a opção de jogar 2 dados de 6 lados. Caso o resultado dos 2 dados lançados sejam iguais, você ganha R$12,00, caso contrário, você perde R$3,00. Você toparia entrar na aposta?</em></p>
<p>Segundo a <strong>Teoria Normativa, </strong>aquela inspirada pela economia, a probabilidade do resultado ser 2 dados iguais é de 1/6, enquanto a probabilidade de ser 2 dados diferentes é de 5/6. Assim sendo, o <strong>valor esperado </strong>para aquele que aceita a aposta é calculado da seguinte maneira:</p>
<p><strong>Valor esperado = </strong>1/6 x R$12,00 + 5/6 x R$3,00 = -R$0,50</p>
<p>Podemos considerar então, 2 tipos de decisão daquele que recebeu a proposta:</p>
<p>Decisão A: Não aceitar &#8211; Ganho esperado de R$0,00</p>
<p>Decisão B: Aceitar &#8211; Ganho esperado de -R$0,50 (Perda de R$0,50)</p>
<p>Podendo concluir que, segundo a <strong>teoria normativa ou teoria da utilidade esperada</strong>, a melhor decisão seria não aceitar a proposta, considerando que o ganho esperado é maior.</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Daniel_KAHNEMAN.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-288" title="Daniel KAHNEMAN" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Daniel_KAHNEMAN.jpg" alt="Daniel KAHNEMAN" width="115" height="138" /></a>Entretando, a <strong>Teoria do Prospecto</strong>, proposta por <strong>Kahneman &amp; Tversky, </strong>ou <strong>Teoria descritiva, </strong>que levou o psicólogo Kahneman ganhar o prêmio Nobel de economia em 2002, evidencia, através de experimentos comportamentais, o fato de que as tomadas de decisões entre os seres humanos seguem alguns padrões que não necessariamente são baseadas em probabilidades de ganhos esperados. Vejamos as seguintes propostas:</p>
<p><strong>Jogo A: Escolher entre</strong></p>
<ul>
<li>Ganho de R$500,00 com 100% de probabilidade</li>
<li>Ganho de R$1000,00 com 50% de probabilidade (sendo os outros 50%, R$0,00)</li>
</ul>
<p><strong>Jogo B:Escolher entre</strong></p>
<ul>
<li>Perda de R$500,00 com 100% de probabilidade</li>
<li>Perda de R$1000,00 com 50% de probabilidade (sendo os outros 50%, R$0,00)</li>
</ul>
<p>Os experimentos comportamentais revelaram que no caso do <strong>Jogo A</strong>, a maioria das pessoas optou pelo ganho certo de R$500,00, enquanto no  <strong>Jogo B, </strong>a maioria optou pela perda incerta de R$1000,00. Ou seja, a perda &#8220;pesa mais&#8221; para o ser humano, que possui <strong>aversão ao risco em ganho </strong>e <strong>busca de risco em perda. </strong></p>
<p>Vejamos outro experimento comportamental. Dois dilemas foram propostos aos voluntários:</p>
<p><strong>Dilema 1: Aplicando a vacina</strong></p>
<ul>
<li><strong>A, </strong>200 pessoas serão salvas com probabilidade de 100%</li>
<li><strong>B, </strong>600 pessoas serão salvas com probabilidade de 33,3%</li>
</ul>
<p><strong>Dilema 2: Aplicando a vacina</strong></p>
<ul>
<li><strong>C, </strong>400 pessoas morrerão com probabilidade de 100%</li>
<li><strong>D, </strong>Niguém morrerá com probabilidade de 33,3%</li>
</ul>
<p>Os resultados revelaram que no caso do <strong>Dilema 1</strong>, 72% das pessoas optaram pela <strong>aversão ao risco </strong>(vacina A), enquanto no <strong>Dilema 2, </strong>78% das pessoas optaram pela <strong>busca de risco </strong>(vacina D). Estes resultados revelam a limitação da racionalidade do ser humano, visto que se forem analisadas as probabilidades dos 2 dilemas, se tratam exatamente do mesmo problema. Este é o chamado <strong>efeito de estruturação: </strong>quando o mesmo problema leva a estratégias diferentes devido ao <strong>enquadramento </strong>(aspectos irrelevantes para a decisão).</p>
<p>Em aula vimos ainda sobre alguns aspectos da <strong>tomada de decisões em grupo. </strong>Nestes tipos de decisão temos geralmente alguns aspectos vantajosos: acumulação de idéias, conhecimento e memória. E alguns desnvantajosos: O pensamento de grupo pode atrapalhar a tendência para evitar conflitos, causar atitude de mente fechada, supressão de dissensão, unânimidade falsa e decisões prematuras, conservadoras e imperfeitas. O &#8220;andídoto&#8221; proposto para evitar estas desvantagens me lembrou muito as idéias do <strong>desenvolvimento ágil, </strong>que já comentei em <a href="http://icarovinicius.com.br/blog/tag/metodologias-ageis/" target="_blank">outros posts</a>: Líder imparcial, cultura aberta à crítica construtiva, a informações vindas de fora, formação de subgrupos, etc.</p>
<p>Concluímos que a <strong>teoria da utilidade </strong>desconsidera o fato de que muitas situações de risco são sujeitas a pressão emocional e de tempo, e que existem algumas variáveis que nos impossibilitam de utilizar 100% de nossa racionalidade &#8211; todos os cálculos e probabilidades nem sempre cabem em nossa <strong>memória de trabalho</strong>. E é por este motivo que o ser humano acaba, naturalmente, utilizando <strong>heurísticas: </strong>modelos de tomada de decisão que nem sempre retornam a solução otimizada, mas a mais sensata, levando em consideração as inúmeras variáveis que possuem os seres-humanos.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre</strong>: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman" target="_blank"></a></p>
<p>Daniel Kahneman: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman</a></p>
<p>Teoria do prospecto:<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prospect_theory" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Prospect_theory</a></p>
<p>Não percam os meus próximos 2 posts: Continuarei tratando sobre o tema <strong>&#8220;Tomada de Decisões&#8221;, </strong>abordando métodos e heurísticas utilizadas por seres-humanos em <strong>Julgamentos</strong> e<strong> Raciocínio</strong>.</p>
<p>Até a próxima!</p>
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		<title>Psicologia Cognitiva &#8211; Memória</title>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 20:43:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[bb_keywords = "testes"; bb_bid = "1651453"; bb_lang = "pt-BR"; bb_name = "custom";bb_limit = "7";bb_format = "bbc"; Continuando a exposição das aulas de psicologia cognitiva, tratarei neste post sobre um dos mecanismos mais importantes da cognição e da inteligência humana, a memória, definida em aula como &#8220;Habilidade de adquirir, reter e usar informações e conhecimentos&#8221;. A [...]]]></description>
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          <!-- boo-widget end --><p>Continuando a exposição das aulas de <strong>psicologia cognitiva</strong>, tratarei neste post sobre um dos mecanismos mais importantes da cognição e da inteligência humana, a <strong>memória</strong>, definida em aula como &#8220;Habilidade de adquirir, reter e usar informações e conhecimentos&#8221;.</p>
<p>A memória implica em constantes mudanças, no contexto humano trata-se de informações que de alguma maneira podem ser armazenadas e posteriormente utilizadas, basicamente consiste em <strong>consolidação, </strong>quando a informação desaparece da <em>consciência</em><strong> </strong>e <strong>evocação, </strong>quando a informação retorna à consciência. Seu bom funcionamento, paradoxalmente, depende do <strong>esquecimento</strong>.</p>
<p>Assistam o seguinte vídeo, um teste psicológico em que há 2 times, um de branco e um de preto, cada um tocando bolas de basquete entre os seus jogadores. O objetivo é contar o número de passes que o time de <em>branco</em> faz entre os seus jogadores, mas fiquem atentos pois a velocidade dos passes e os jogadores de preto podem confundir a sua contagem:</p>
<p><strong>Update: </strong>Para melhores resultados no testes é interessante que o vídeo seja carregado antes de assisti-lo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UZdpIG7oh0g&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/UZdpIG7oh0g&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em sala de aula a grande <em>minoria</em> das pessoas, não me lembro exatamente quantas, perceberam que há uma &#8220;surpresa&#8221; no meio do vídeo. Isto se deve ao fato de que geralmente o cérebro &#8220;exclui&#8221; elementos que não possuem importância para o foco de sua<strong> atenção</strong> &#8211; a exclusão do gorila de sua memória é essencial para que você conte corretamente o número de passes entre os jogadores de branco.</p>
<p>Outro caso curioso sobre <em>esquecimento</em> citado em aula foi o de <strong>Solomon Shereshevsky, </strong>um homem com uma memória &#8220;quase perfeita&#8221;, capaz de lembrar os mínimos detalhes de um livro, os dados de uma lista telefônica inteira, todos os objetos de um ambiente, etc., pelo fato de que seu cérebro raramente excluía informações de sua memória. Parece ser muito bom e divertido, mas <em>Solomon</em> não conseguia reconhecer nem mesmo as faces de seus próprios familiares, uma vez que cada expressão era interpretada como imagens distintas em seu cérebro &#8211; prestava atenção nos detalhes ao custo do <em>sentido global</em>, não abstraindo nem metaforizando quase nada.</p>
<p>Vamos fazer mais um teste &#8211; Tente decorar durante uns 5 segundos (colabore) as palavras abaixo, em seguida desvie o seu olhar do monitor e escreva em uma folha de papel as palavras que conseguir lembrar.</p>
<p style="text-align: center;">Retrato<br />
Libélula<br />
Casaco<br />
Violino<br />
Pálpebra<br />
Tomate<br />
Laudo<br />
Prancha<br />
Irmão</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente você conseguiu se lembrar das palavras que estavam mais no topo (Retrato, Libélula&#8230;) e na base (Prancha, Irmão&#8230;), é o que ocorre, em média, com as pessoas que fazem este teste,  pelo fato de que as palavras localizadas no topo da lista tiveram muito mais tempo para serem consolidadas do que as restantes, uma provável relação com a <strong>memória de longo prazo </strong>e as da base ainda estão ativas por serem mais recentes (considerando que a maioria das pessoas lê de cima para baixo), uma provável relação com a <strong>memória de curto prazo, </strong>enquanto as do meio nem foram suficientemente consolidadas a ponto de serem evocadas por sua consciência, nem são tão recentes a ponto de ainda estarem ativas em sua consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">As evidências observadas em cada modelo ou tipo de memória nos levam a chegar em algumas conclusões e deduzir algumas <strong>técnicas de memorização. </strong>Não é meu objetivo expor todas estas técnicas, nem ensiná-los a como ter uma memória excepcional, mas são exemplos interessantes dados em aula :</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam este pequeno exemplo sobre <strong>memória sensorial:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/letras.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-223" title="letras" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/letras-300x265.jpg" alt="letras" width="146" height="164" /></a></strong>Esta imagem foi exibida para alguns voluntários durante 50 milisegundos. Niguém se recordou de todas as letras. Alguns sinais sonoros foram associados a cada fileira e as associações foram ensinadas aos voluntários. A tarefa seguinte era tentar recordar as letras correspondentes ao sinal sonoro emitido &#8211; a maioria das pessoas se lembrou de todas as letras da fileira, levando à conclusão de que o tempo de <em>consolidação</em> da informação tem importância, mas a maneira como esta informação é estruturada é trivial para a sua <em>evocação</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outro teste realizado em aula, uma voluntária saiu da sala enquanto a seguinte sequência de números foi apresentada durante uns 2 segundos a um segundo voluntário:</p>
<p style="text-align: center;">1 4 0 2 8 0 5 6 0</p>
<p style="text-align: justify;">Ao tentar se recordar de todos os números, em ordem, o resultado não foi muito positivo &#8211; alguns números foram esquecidos e outros estavam em posições diferentes. A voluntária fora da sala foi chamada e a seguinte sequência foi apresentada também durante uns 2 segundos:</p>
<p style="text-align: center;">140   280  560</p>
<p style="text-align: justify;">Ela se recordou de todos os números sem nenhuma dificuldade. A técnica chamada de <strong>agrupamento (chunking)</strong> nos mostra que provavelmente o ser humano possui uma quantidade limitada de elementos que podem ser acessíveis em curto prazo, desta maneira, elementos agrupados se tornam um só elemento, facilitando a evocação.</p>
<p style="text-align: justify;">A eficiência do <em>agrupamento visual</em> também foi demonstrado em um experimento com voluntários novatos e experientes em jogos de xadrez:</p>
<ul>
<li>Arranjos de peças reais, que geralmente são oriundos de determinadas sequências de jogadas, foram apresentados a todos os voluntários:
<ul>
<li>Jogadores experientes se lembraram em média da posição de 16 peças;</li>
<li>Novatos se lembraram em média da posição de 4 peças;</li>
</ul>
</li>
<li>Arranjos de peças aleatórios foram apresentados a todos os voluntários:
<ul>
<li>Jogadores experientes se lembraram em média da posição de 3 peças;</li>
<li>Novatos se lembraram em média da posição de 3 peças;</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Hierarquizar elementos ou informações (criando mapas ou fluxogramas) também é um método eficiente para facilitar a evocação, uma vez que ela é realizada através de conexões entre os neurônios &#8211; um elemento se relaciona ao outro no cérebro humano, esquematizá-lo no papel é uma boa pedida!</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>estado</strong> no qual um indivíduo se encontra enquanto consolida informações também influencia. Alguns voluntários foram levados a estudar/memorizar em diferentes situações:</p>
<ul>
<li>Dentro e fora da água
<ul>
<li>Os que estudaram <em>dentro</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>dentro</em> do que <em>fora</em>;</li>
<li>Os que estudaram <em>fora</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>fora</em> do que <em>dentro</em>;</li>
</ul>
</li>
<li>Com e sem ruído
<ul>
<li>Os que estudaram <em>com</em> <em>ruído</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>com</em> do que <em>sem</em> <em>ruído</em>;</li>
<li>Os que estudaram <em>sem ruído</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>sem</em> do que <em>com ruído</em>;</li>
</ul>
</li>
<li>Triste ou feliz
<ul>
<li>Os que estudaram <em>tristes</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>tristes</em> do que <em>felizes</em>;</li>
<li>Os que estudaram <em>felizes</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>felizes</em> do que <em>tristes</em>;</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Esta é outra boa dica para quem deseja estudar ou memorizar coisas, mas é muito importante lembrar que para que as informações possam ser evocadas com facilidade em qualquer lugar ou situação é necessário que os estudos e a memorização aconteçam em lugares distintos, com influências distintas.</p>
<p>A consolidação da memória também pode ser <strong>sugestionada</strong>. Voluntários assistiram a um vídeo de acidente de carro, em seguida foram questionados da seguinte maneira:</p>
<p>&#8220;Qual era a velocidade aproximada do carro quando se (<em>verbo</em>)?&#8221;</p>
<p>No qual o <em>verbo </em>variou com cada voluntário (<em>esmagou</em>, <em>chocou, bateu, tocou</em>). Quanto &#8220;mais intensos&#8221; eram os verbos da pergunta, maiores foram as estimativas das velocidades respondidas. No acidente nenhum vidro do carro se quebrou, mas as pessoas foram questionadas sobre este fato e as que ouviram a primeira pergunta com os verbos &#8220;mais intensos&#8221; responderam mais positivamente do que as que ouviram a pergunta com os verbos &#8220;menos intensos&#8221;.</p>
<p>Este tipo de <em>consolidação após evento </em>é muito comum em audiências judiciais, em que testemunhas podem ser sugestionadas a fornecer uma determinada resposta dependendo da meneira como a questão é realizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudamos alguns modelos sobre o funcionamento da memória propostos por diferentes pesquisadores em diferentes épocas. Não vou entrar em detalhes sobre cada um deles, mas todos se relacionam ou com memórias de curto e longo prazo ou com <strong>memória de trabalho </strong>(ligada mais a representações visuais e fonológicas do que ao tempo) ou com relações entre todos estes tipos de memória, com alguns alicerces semânticos e sintáticos da informação que pode ser armazenada.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí vão alguns links sobre diferentes tipos e modelos de memória vistos em aula:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria" target="_blank">Artigo sobre memória da Wikiédia</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Atkinson-Shiffrin_memory_model" target="_blank">Modelo de memória proposto por Atkinson &amp; Shiffrin em 1968</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Baddeley%27s_model_of_working_memory" target="_blank">Modelo de memória proposto por Baddeley &amp; Hitch em 1974</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.simplypsychology.pwp.blueyonder.co.uk/levelsofprocessing.html" target="_blank">Modelo de memória proposto por Craik &amp; Lockhart em 1972</a></p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado pessoal, até a próxima!</p>
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		<title>Nem tudo é o que parece ser</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2009/10/11/nem-tudo-e-o-que-parece-ser/</link>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 03:25:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[bb_keywords = "sistemas sensoriais"; bb_bid = "1651453"; bb_lang = "pt-BR"; bb_name = "custom";bb_limit = "7";bb_format = "bbc"; Quarta-feira (07/10) tive outra aula de psicologia cognitiva, que foi muito interessante por sinal. Demos início aos estudos sobre percepção e sistemas sensoriais &#8211; mecanismos do nosso organismo e da nossa mente utilizados para a representação do mundo. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<!-- boo-widget start -->
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          <!-- boo-widget end --><p>Quarta-feira (07/10) tive outra aula de <strong>psicologia cognitiva</strong>, que foi muito interessante por sinal. Demos início aos estudos sobre <strong>percepção e </strong><strong>sistemas sensoriais &#8211; </strong>mecanismos do nosso organismo e da nossa mente utilizados para a representação do mundo.</p>
<p>Antes de dar continuidade, gostaria de salientar como é curioso o fato de que muitas vezes temos idéias e opiniões sobre um determinado assunto, mas só nos convencemos e começamos a crer realmente nestas hipóteses quando presenciamos algo sistematizado pleiteando o que acreditávamos. Foi mais ou menos o que ocorreu nesta aula &#8211; Minhas idéias e noções acabaram sendo confirmadas, principalmente pelo caráter científico como as explicações foram realizadas.</p>
<p>&#8211;</p>
<p>O que é a realidade?</p>
<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-111" title="realidade_ilusao" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/realidade_ilusao-300x300.png" alt="realidade_ilusao" width="300" height="300" /></p>
<p>Percebem como a nossa mente insiste em nos mostrar coisas que <em>não existem</em>? Pois foi justamente esta a idéia principal da última aula &#8211; ilustrar através de ilusões de ótica e de explicações científicas sobre como funciona a percepção do ser humano, para evidenciar o fato de que o mundo como o observamos e percebemos pode não ser o mesmo que outros seres percebem.</p>
<p>Conhecemos os 5 mecanismos de nosso organismo utilizados para a nossa percepção do mundo externo, os 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). Podemos extendê-los através destes fatores:</p>
<p><strong>Visual: </strong>Radiação eletromagnética;</p>
<p><strong>Audição: </strong>Pressão do ar;</p>
<p><strong>Química: </strong>Moléculas e íons;</p>
<p><strong>Somestesia: </strong>Pressão/lesão mecânica e temperatura;</p>
<p><strong>Propriocepção: </strong>Posição do corpo;</p>
<p><strong>Interocepção: </strong>Pressão/lesão internas.</p>
<p>Como pode ser notado, estes mecanismos funcionam cada um de acordo com um tipo de interferência externa ao organismo, fazendo com que ele reaja de formas variadas, criando assim a nossa percepção.</p>
<p>Nesta aula nos concentramos em estudar a influência da luz em nossos olhos, que gera a <strong>visão</strong>, e a influência da pressão do ar em nossos ouvidos, que gera a <strong>audição</strong>.</p>
<p>Assistam esta <a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/Ouvido.swf">explicação sobre o funcionamento da audição humana</a> e esta <a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/Olho.swf">explicação sobre o funcionamento da visão humana</a>.</p>
<p>É evidente que em outros seres vivos, ou mesmo em alguns humanos com deficiências nestes <strong>sistemas sensoriais</strong>, qualquer alteração no esquema de <em>lentes, cones, bastonetes, retina, </em>entre outros componentes do olho ou no <em>tímpano, </em>nos <em>ossículos </em>e em outros componentes do ouvido, a percepção do mundo também é alterada, evidenciando como pode (ou não) ser limitado o nosso conhecimento sobre o &#8220;mundo real&#8221;.</p>
<p>Um fato interessante que ocorre frequentemente com as nossas mentes é a ilusão baseada em nossas experiências diárias, vejam este exemplo:</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/furos1.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-114" title="furos1" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/furos1-268x300.png" alt="furos1" width="268" height="300" /></a></p>
<p>Percebam que há saliências nas colunas laterais e central da imagem acima e concavidades na segunda e na terceira coluna. Isto na verdade é o que a maioria das pessoas percebem, uma ilusão causada pela nossa mente pelo simples fato de que estamos acostumados com luz que vem de cima (em casa, na rua, o sol, a lua, etc), se estas luzes do nosso dia-a-dia viessem de baixo, o efeito seria  contrário.</p>
<p>Nesta aula ainda vimos alguma coisa sobre os nossos <strong>limites de percepção</strong> &#8211; limites máximos e mínimos de frequencias visuais e auditivas que um ser humano pode perceber, e as maneiras como isto também pode se tornar um fator limitante do nosso conhecimento sobre o que realmente ocorre ao nosso redor.</p>
<p>Todos estes assuntos me remetiam sempre à mesma história da <strong>Caverna de Platão </strong>e pretendo dedicar um post exclusivo a este tema.</p>
<p>É isto aí, as aulas estão ficando mais interessantes a cada dia, não deixem de acompanhar as seguintes! <img src='http://icarovinicius.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Enquanto isso, divirtam-se com algumas <a href="http://ilusaodeotica.com/" target="_blank">ilusões de ótica</a> e surpreendam-se com o poder da nossa mente&#8230;</p>
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		<title>Gnothi Seauton</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 15:54:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[aulas]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia cognitiva]]></category>
		<category><![CDATA[ufabc]]></category>

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		<description><![CDATA[bb_keywords = "aulas"; bb_bid = "1651453"; bb_lang = "pt-BR"; bb_name = "custom";bb_limit = "7";bb_format = "bbc"; Segunda-feira passada (28/09) iniciaram as aulas do 3º trimestre na UFABC. Cursarei 4 disciplinas durante estes 3 meses: Algorítimos e Estruturas de Dados I, Introdução às Equações Diferenciais e Ordinárias, Transformações Químicas e Psicologia Cognitiva. Darei uma atenção especial [...]]]></description>
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          <!-- boo-widget end --><p>Segunda-feira passada (28/09) iniciaram as aulas do 3º trimestre na UFABC. Cursarei 4 disciplinas durante estes 3 meses: Algorítimos e Estruturas de Dados I, Introdução às Equações Diferenciais e Ordinárias, Transformações Químicas e <strong>Psicologia Cognitiva</strong>.</p>
<p>Darei uma atenção especial a esta última disciplina, ministrada pelos professores <strong>Dr. Peter Maurice </strong>e <strong>Dr. Yossi Zana.</strong> Através de posts tentarei expor as aulas, trabalhos, experimentos e minhas idéias sobre o tema.</p>
<p>O título do post <strong>Gnothi Seauton<em>, </em></strong>do grego, <strong>Conhece-te a ti mesmo</strong>,  foi utilizado em minha primeira aula de psicologia cognitiva para ilustrar a idéia central da disciplina.</p>
<div id="attachment_97" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px"><img class="size-medium wp-image-97" title="Gnothi Seauton" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/800px-Gnothi_Sauton_Reichert-Haus_in_Ludwigshafen-300x209.jpg" alt="Gnothi Seauton" width="300" height="209" /><p class="wp-caption-text">Vitral com a versão contraída de γνῶθι σαυτόν</p></div>
<p>Ainda estamos nas aulas introdutórias, não me aprofundarei, portanto, sobre elas nestes primeiros posts<strong> </strong>(<strong>Introdução à psicologia cognitiva</strong> e<strong> Neurociência cognitiva</strong>)</p>
<p>Segue abaixo alguns temas e assuntos que serão explorados em futuros posts, baseados nas aulas, não necessariamente em ordem cronológica:</p>
<p><strong> Percepção</strong> &#8211; Quais são os mecanismos cognitivos que  nos possibilitam representar o mundo externo.</p>
<p><strong> Atenção e consciência</strong> &#8211; O  que é consciência e qual é sua relação com atenção.</p>
<p><strong> Memória</strong> &#8211; O que afeta nossa habilidade de recuperar informações da memória.</p>
<p><strong> Representação de informação</strong> &#8211; Há sons  e imagens em nosso cérebro?</p>
<p><strong> Linguagem</strong> &#8211; Como entendemos e  produzimos a fala.</p>
<p><strong> Solução de problemas e criatividade</strong> &#8211; Quais  estratégias são utilizadas para resolver problemas.</p>
<p><strong>Tomada de  decisão e racionalização</strong> &#8211; Como tomamos uma decisão.</p>
<p><strong>Emoção  e motivação</strong> &#8211; Como estados afetivos influenciam processos  cognitivos.</p>
<p><strong> Inteligência humana e artificial</strong> &#8211; Humanos são mais inteligentes do que computadores?</p>
<p>Espero que os assuntos despertem alguma curiosidade, pois pretendo explorá-los de forma peculiar, com exemplos práticos e argumentos científicos.</p>
<p>Até as próximas!</p>
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