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	<title>Ícaro Vinícius &#187; filosofia</title>
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		<title>A alegoria da caverna</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 04:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[caverna de platão]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[metodologias ágeis]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes de mais nada, aqueles que ainda não conhecem o mito, leiam este texto retirado da Wikipédia: O mito da caverna, ou  Alegoria da caverna, foi escrita por Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, aqueles que ainda não conhecem o mito, leiam este texto retirado da Wikipédia:</p>
<blockquote><p><strong><strong>O</strong><strong> </strong>mito da caverna</strong>, ou  <strong>Al</strong><strong>egoria da caverna</strong>, foi escrita por <a title="Platão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o">Platão</a>, e encontra-se na obra intitulada <a title="A República" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Rep%C3%BAblica">A República</a> (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.</p>
<p>Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma <a title="Caverna" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caverna">caverna</a>. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.</p>
<p>Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.</p>
<p>Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.</p>
<p>Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna" target="_blank">Leia mais&#8230;</a></p></blockquote>
<p>É inevitável imaginar inúmeras situações em que a metáfora da caverna proposta por Platão se aplicaria para representar a fuga, a quebra de paradigmas para um mundo novo, um mundo mais real. Eis algumas que ao longo dos anos eu presencio, muitas vezes me incomodo, mas principalmente tento compreendê-las e entender o motivo pelo qual o ser-humano muitas vezes não toma decisões que<em> </em><span style="text-decoration: line-through;">são</span> parecem tão óbvias e corretas:</p>
<p><strong>Na vida profissional:</strong> Assim como os prisioneiros que ouviriam as descrições colocadas pelo homem que saiu da caverna e viu o &#8220;mundo real&#8221; mas que não acreditariam e teriam muito medo e receio de conhecer algo novo, alguns profissionais demonstram um aparente conformismo com a situação nas quais se encontram, que mais se resume a medo também. Não estou falando de situação financeira ou de cargos e status, estes são fatores que podem ser meras consequencias de outras atitudes, ou não, não vêem ao caso de qualquer maneira. Estou falando dos casos em que uma situação desconfortável e notória não é corrigida, nem se quer reavaliada simplismente pelo fato de que esta situação sempre foi assim em todos os lugares, e portanto, é perfeitamente normal e intocável. A exemplo de metodologias de desenvolvimento de softwares &#8211; existe um caminho repleto de defeitos e fatores críticos que só atrasam a entrega e a garantia da qualidade de um software, mas que é ofuscado pelo simples fato de que é comumente utilizado e reconhecido &#8211; para que sair da caverna, se estas sombras já nos dizem tudo o que precisamos, não é mesmo?. Para quem não conhece, pesquise sobre o <a href="http://agilemanifesto.org/" target="_blank">manifesto ágil</a> e algumas de suas metodologias, mas por favor, não os tomem como verdades absolutas, não saiam de uma caverna para se abrigarem em outra. Apenas ousem!</p>
<p><strong>Nos relacionamentos interpessoais: </strong>Será mesmo que eu tenho razão? Ser tão convícto e orgulhoso é uma virtude? É tão claro, mas tão difícil notar que a fuga da caverna, quando estamos tratando de debates supostamente baseados em conhecimento, além de revelar novas alternativas, novas visões, ainda pode nos poupar um bocado de mal-estar entre indivíduos. Doutores e pesquisadores devem ter muito cuidado para não escaparem de suas antigas cavernas e se realojarem em cavernas de luxo, gigantes, com sombras novas e sons diferentes, mas que ainda assim são cavernas, são sombras. E isto também vale para a consideração desta minha colocação. Entre <span style="text-decoration: line-through;">estar</span> <em>parecer estar</em> com a razão e manter um relacionamento agradável, sem mals-estares involuntários causados por orgulhos e prepotências desnecessárias é interessante a ponderação do que pode ser mais útil &#8211; tanto para o relacionamento interpessoal quanto para a fuga da caverna e descoberta de um &#8220;mundo novo&#8221;.</p>
<p><strong>Na universidade: </strong>Faço Bacharelado em Ciências e Tecnologia e vou me especializar em Ciências da Computação. É comum eu escutar comentários e palpites sobre determinadas disciplinas que eu curso, que paracem nada ter a ver com a minha especialidade. Insisto que apóio o caráter interdisciplinar da minha Universidade e que tenho alguma convicção de que pensar um pouquinho fora da caixa, deixar de fazer apenas o que é comum e fugir das cavernas pode valer muito a pena. Isto vale para aquele tipo de pergunta: &#8220;Pra que preciso ver isso aí se eu não vou usar?!&#8221;.</p>
<p><strong>Na política e na religião: </strong>Sim, eu sei, caros leitores. Já sei, já sei&#8230; Ok, calma&#8230; Calma! Já sei muito bem como é complicado discutir estes assuntos, mas eu peço gentilmente e educadamente que tentem imaginar como seria o mundo lá fora das cavernas e&#8230; Ok, desisto. &gt;=(</p>
<p><strong>Um paradoxo: </strong>Talvez isto possa se refletir na questão dos relacionamentos interpessoais. A busca pelo &#8220;novo mundo&#8221; fora da caverna certamente é infinita. É válido, então, construirmos as nossas próprias realidades para definirmos os nossos próprios limites do que é bom e do que não é? Repito a pergunta: É mais importante estar certo ou ser feliz? Eu até tenho uma opinião sobre este paradoxo: cada caso é um caso e as situações não devem ser avaliadas da mesma maneira. Mas deixo ainda estas questões no ar&#8230;</p>
<p>Os exemplos não acabam, não vou reclamar se deixarem outros nos comentários <img src='http://icarovinicius.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Uma ótima paródia de Maurício de Souza:</strong><br />
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<p>Obrigado e até a próxima! \o</p>
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