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This is it!

novembro 7th, 2009

Sexta-feira, calor, muita água, muito café também, almoço no shopping com a galera do trabalho, apresentação dos funcionários novos, nenhuma matéria na faculdade, namorada no fim do expediente, shopping, cinema, pipoca, Michael Jackson, This is it!

this-is-it-cartaz

Confesso que fui ao cinema mais pelo interesse de Isabela, minha namorada. Nunca fui grande admirador da figura de Michael Jackson – não por possuir alguma aversão à personalidade, nem tampouco por qualquer tipo de preconceito ou algo do gênero. Ainda assim, tem o meu respeito, meu reconhecimento de sua importância e influência e não nego que sua batida é envolvente, nem que estou assobiando Billie Jean neste exato momento.

Também não posso dizer que seu filme póstumo This is it me fez mudar de opinião e me tornou um fã. Nada disso. Mas definitivamente me envolveu, me fez refletir sobre sua história, apesar do filme não ser nem um pouco biográfico e apesar ainda de meu conhecimento quase nulo sobre a sua vida, salvo aquele adquirido em épocas de escândalos ou nestes últimos meses, após a sua morte. Limitado pela minha ignorância, não ouso tirar conclusões sobre a vida de Michael Jackson, mas tenho palpites e eles absolvem o rei do pop de qualquer acusação de pedofilia e o classificam como uma pessoa boa – não como um exemplo, simplismente como uma pessoa boa.

O documentário de 111 minutos This is it, dirigido por Kenny Ortega, parceiro de Michael Jackson na produção do show, possui filmagens dos bastidores, ensaios e produções de novos video-clipes para os clássicos de MJ, que seriam exibidos no que seria o seu próximo show. Os registros realizados desde a seleção exigente de Michael para os dançarinos do show, até os ensaios para a música de fechamento, iriam para o seu arquivo pessoal e parte deles seriam exibidos durante o espetáculo.

Além da indiscutível capacidade de inovar de Michael Jackson, as filmagens revelaram algumas minunciosidades da personalidade do astro que o tornaram tão inovador e irreverente. Seu perfeccionismo era diferente – os ensaios e as passadas de músicas, tons e passos evidenciavam a capacidade de que Michael tinha de sentir o seu trabalho – repetir um trecho de uma determinada música sozinho, de maneira introspectiva, ou pular, dançar, espernear, sentindo a sua música, até estar satisfeito, não com o tom, com a melodia ou com a coreografia padronizada, mas com a maneira que estes fatores deixavam o seu estado de espírito – e todas estas irreverências criadas naturalmente fariam parte do seu show.

Foi interessante notar como os produtores se comunicavam e davam feedbacks a Michael – havia uma cautela peculiar, ao mesmo tempo em que pareciam preocupados em não aborrecerem o rei, demonstravam um profundo respeito à figura com quem estavam tratando. O mesmo acontecia, de forma ainda mais interessante, quando era Michael Jackson que precisava dar algum feedback aos seus músicos, dançarinos ou produtores – Era modesto, tinha consciência de que seus pedidos seriam atendidos sem pestanejos, mas fazia questão de tentar não demonstrar nenhum tipo de arrogância, nem autoritarismo – “Falo isso por bem”, “Não é por mal”, “Entendam por favor, é tupo por amor – A-M-O-R”, “Deus os abençõe!”. Como eram diferentes as maneiras com que aprendia a ser um artista com seu pai! Como frases singelas como estas demonstravam uma vida inteira de rancor…

Por final, o que mais me fez refletir foram os seus ensaios, mais especificamente a maneira como ele dançava e cantava – não pela irreverência, mas pela economia de esforço. A princípio estranhei muito o fato de seus dançarinos demonstrarem muito mais ânimo do que o próprio Michael Jackson, ou de seus vocais se dedicarem muito mais a darem um espetáculo, mas aos poucos foi possível notar que realmente era uma economia de esforço, Michael chegou a se culpar quando cantou tão bem e promoveu um espetáculo particular aos presentes no ensaio de Just can’t stop love you, dizendo que não deveria ter feito aquilo, que tudo aquilo era apenas um aquecimento. Fui longe me recordando de minhas aulas de física – nenhuma energia se cria ou se destrói, apenas se transforma – se um corpo é solto no ar a gravidade faz com que ele possua energia mecânica, oriunda de sua energia potencial, enquanto estava com velocidade zero – e foi justamente esta energia potencial que Michael Jackson possuia nos ensaios. Comecei a imaginar: Se mesmo sem todo o esforço possível, os bastidores de This is it foram sensacionais, o que o show revelaria no momento de transformar toda aquela energia potencial? E após a sua morte, de que maneira ela foi transformada? Talvez seus amigos próximos ou parentes a tenham utilizado de alguma maneira, ou algum outro artista a aproveitado em algum outro show qualquer, ou talvez o mundo possa ter ficado um pouquinho melhor e grato a Michael Jackson…

Trailer de This is it:

Website oficial do filme: http://www.thisisit-movie.com/

“GOD BLESS YOU!”

\o

Bastardos Inglórios

outubro 12th, 2009

Update: Não contém spoilers!!!

Quando assisti ao trailer de Bastardos Inglórios, há pouco menos de 1 mês, surgiu a vontade de assistir mais uma representação histórica de judeus e nazismo durante o holocausto. Eu não havia prestado atenção no produtor e diretor do filme.

Sábado (10/10) no cinema não presenciei nenhuma dramatização da história, mas outra obra de Quentin Tarantino. Não foi nenhuma decepção – a surpresa foi agradável.

bastardos_inglorios-1A judia Shosanna, refugiada com sua família na casa de um camponês francês, que vivia na França ocupada pela Alemanhã em 1941, sobrevive a um massacre à sua família, comandado por um oficial do exército nazista, apelidado de “Caçador de Judeus”. Em Paris Shosanna assume uma nova identidade e se torna proprietária de um cinema, que possui um empregado, querido e amante da judia, negro.

Aldo (Brad Pitt) é um tenente americano que comanda um exército de americanos judeus motivados a vingar o genocídio nazista que vinha acontecendo – torturando, assassinando e arrancando escalpos de soldados alemães do exército nazista. Conhecidos como  “Bastardos Inglórios” o exército de Aldo é conhecido e repudiado por Hittler.

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Após a proposta de um produtor de cinema alemão estreiar um filme relatando a história de um soldado nazista que se tornou herói após algumas batalhas na guerra, no cinema de Shosanna, onde nazistas compareceriam em massa, inclusive o Führer, a judia, ciente de que o oficial alemão que massacrara a sua família compareceria ao evento, enxerga, junto com seu companheiro negro, uma oportunidade única de vingança – um ataque suicída que incendiaria o cinema com todos os presentes na “Noite Nazista”.

A sede de vingança de Shosanna e de Aldo e seu exército se coincidem na mesma noite, no mesmo evento, o ápice do filme.

Não revelarei o desfecho da estória, mas seja qual for, Quetin Tarantino, apesar de ter se baseado em um cenário histórico, criou uma total ficção em Bastardos Inglórios, repleta dos tradicionais exageros e minunciosidades comumente presentes em seus filmes, saí do cinema com uma pitada de desejo de que soldados nazistas ou mesmo Adolf Hitler tivessem assistido à produção. Seria gratificante.

Trailer do filme:

Recomendo!

Website oficial do filme: http://www.inglouriousbasterds-movie.com

Se beber, não case

setembro 27th, 2009

Semana estranha: Burguer King sem carne, convite na faixa para o Rails Summit, doutores humildes e férias na UFABC.

Ok, uma semana de recesso não deve levar o título de férias, mas o descanso é bem-vindo e agradável.  Agradeço ao Lucas que fez excelentes escolhas durante esta semana não muito convencional: a torta holandesa e o excelente filme Se beber, não case (The Hangover), tema deste post.

Se beber, não case (The Hangover)

Se beber, não case (The Hangover)

Dirigido por Todd Phillips (Old School), o filme apresenta a inesquecível despedida de solteiro de Doug (Justin Bartha), junto a seus amigos, o professor Phil Wenneck (Bradley Cooper), o dentista, que se diz médico, Stu Price (Ed Helms) e seu cunhado sádico, mas boa gente, Alan Garner (Zach Galifianakis).

Os quatro amigos têm apenas dois dias que antecedem o casório de Doug para aproveitarem o fabuloso cenário dos hotéis e cassinos de Las Vegas.

Logo na primeira noite Alan, inocentemente, oferece um drink “batizado” aos seus companheiros no telhado do hotel de luxo onde estão hospedados (foto). No dia seguinte, sob o efeito de uma grande ressaca, os amigos acordam sem se lembrarem de absolutamente nada que se passou durante a madrugada. Ficam surpresos ao encontrarem a poltrona queimada, uma galinha perambulando no quarto, um dente faltando na boca de Stu, um tigre no banheiro, um bebê no armário e Doug desaparecido…

Correndo contra o tempo, Phil, Stu e Alan passam por situações completamente inusitadas para descobrirem o que aprontaram durante a noite passada, encontrarem Doug e voltarem a tempo para o seu casamento.

Se beber, não case envolve muito Nonsense, uma pitada de sadicismo, surpresas e boas gargalhadas, sem perder a classe nem apelar para o previsível.

Recomendo o filme de olhos fechados para qualquer exigente e crítico de cinema!

Website oficial do filme: http://hangovermovie.warnerbros.com/