A alegoria da caverna

outubro 16th, 2009 by admin 2 comments »

Antes de mais nada, aqueles que ainda não conhecem o mito, leiam este texto retirado da Wikipédia:

O mito da caverna, ou  Alegoria da caverna, foi escrita por Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.

Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma caverna. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.

Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.

Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.

Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.

Leia mais…

É inevitável imaginar inúmeras situações em que a metáfora da caverna proposta por Platão se aplicaria para representar a fuga, a quebra de paradigmas para um mundo novo, um mundo mais real. Eis algumas que ao longo dos anos eu presencio, muitas vezes me incomodo, mas principalmente tento compreendê-las e entender o motivo pelo qual o ser-humano muitas vezes não toma decisões que são parecem tão óbvias e corretas:

Na vida profissional: Assim como os prisioneiros que ouviriam as descrições colocadas pelo homem que saiu da caverna e viu o “mundo real” mas que não acreditariam e teriam muito medo e receio de conhecer algo novo, alguns profissionais demonstram um aparente conformismo com a situação nas quais se encontram, que mais se resume a medo também. Não estou falando de situação financeira ou de cargos e status, estes são fatores que podem ser meras consequencias de outras atitudes, ou não, não vêem ao caso de qualquer maneira. Estou falando dos casos em que uma situação desconfortável e notória não é corrigida, nem se quer reavaliada simplismente pelo fato de que esta situação sempre foi assim em todos os lugares, e portanto, é perfeitamente normal e intocável. A exemplo de metodologias de desenvolvimento de softwares – existe um caminho repleto de defeitos e fatores críticos que só atrasam a entrega e a garantia da qualidade de um software, mas que é ofuscado pelo simples fato de que é comumente utilizado e reconhecido – para que sair da caverna, se estas sombras já nos dizem tudo o que precisamos, não é mesmo?. Para quem não conhece, pesquise sobre o manifesto ágil e algumas de suas metodologias, mas por favor, não os tomem como verdades absolutas, não saiam de uma caverna para se abrigarem em outra. Apenas ousem!

Nos relacionamentos interpessoais: Será mesmo que eu tenho razão? Ser tão convícto e orgulhoso é uma virtude? É tão claro, mas tão difícil notar que a fuga da caverna, quando estamos tratando de debates supostamente baseados em conhecimento, além de revelar novas alternativas, novas visões, ainda pode nos poupar um bocado de mal-estar entre indivíduos. Doutores e pesquisadores devem ter muito cuidado para não escaparem de suas antigas cavernas e se realojarem em cavernas de luxo, gigantes, com sombras novas e sons diferentes, mas que ainda assim são cavernas, são sombras. E isto também vale para a consideração desta minha colocação. Entre estar parecer estar com a razão e manter um relacionamento agradável, sem mals-estares involuntários causados por orgulhos e prepotências desnecessárias é interessante a ponderação do que pode ser mais útil – tanto para o relacionamento interpessoal quanto para a fuga da caverna e descoberta de um “mundo novo”.

Na universidade: Faço Bacharelado em Ciências e Tecnologia e vou me especializar em Ciências da Computação. É comum eu escutar comentários e palpites sobre determinadas disciplinas que eu curso, que paracem nada ter a ver com a minha especialidade. Insisto que apóio o caráter interdisciplinar da minha Universidade e que tenho alguma convicção de que pensar um pouquinho fora da caixa, deixar de fazer apenas o que é comum e fugir das cavernas pode valer muito a pena. Isto vale para aquele tipo de pergunta: “Pra que preciso ver isso aí se eu não vou usar?!”.

Na política e na religião: Sim, eu sei, caros leitores. Já sei, já sei… Ok, calma… Calma! Já sei muito bem como é complicado discutir estes assuntos, mas eu peço gentilmente e educadamente que tentem imaginar como seria o mundo lá fora das cavernas e… Ok, desisto. >=(

Um paradoxo: Talvez isto possa se refletir na questão dos relacionamentos interpessoais. A busca pelo “novo mundo” fora da caverna certamente é infinita. É válido, então, construirmos as nossas próprias realidades para definirmos os nossos próprios limites do que é bom e do que não é? Repito a pergunta: É mais importante estar certo ou ser feliz? Eu até tenho uma opinião sobre este paradoxo: cada caso é um caso e as situações não devem ser avaliadas da mesma maneira. Mas deixo ainda estas questões no ar…

Os exemplos não acabam, não vou reclamar se deixarem outros nos comentários ;)

Uma ótima paródia de Maurício de Souza:

Obrigado e até a próxima! \o

Bastardos Inglórios

outubro 12th, 2009 by admin 6 comments »

Update: Não contém spoilers!!!

Quando assisti ao trailer de Bastardos Inglórios, há pouco menos de 1 mês, surgiu a vontade de assistir mais uma representação histórica de judeus e nazismo durante o holocausto. Eu não havia prestado atenção no produtor e diretor do filme.

Sábado (10/10) no cinema não presenciei nenhuma dramatização da história, mas outra obra de Quentin Tarantino. Não foi nenhuma decepção – a surpresa foi agradável.

bastardos_inglorios-1A judia Shosanna, refugiada com sua família na casa de um camponês francês, que vivia na França ocupada pela Alemanhã em 1941, sobrevive a um massacre à sua família, comandado por um oficial do exército nazista, apelidado de “Caçador de Judeus”. Em Paris Shosanna assume uma nova identidade e se torna proprietária de um cinema, que possui um empregado, querido e amante da judia, negro.

Aldo (Brad Pitt) é um tenente americano que comanda um exército de americanos judeus motivados a vingar o genocídio nazista que vinha acontecendo – torturando, assassinando e arrancando escalpos de soldados alemães do exército nazista. Conhecidos como  “Bastardos Inglórios” o exército de Aldo é conhecido e repudiado por Hittler.

bastardos_inglorios-2

Após a proposta de um produtor de cinema alemão estreiar um filme relatando a história de um soldado nazista que se tornou herói após algumas batalhas na guerra, no cinema de Shosanna, onde nazistas compareceriam em massa, inclusive o Führer, a judia, ciente de que o oficial alemão que massacrara a sua família compareceria ao evento, enxerga, junto com seu companheiro negro, uma oportunidade única de vingança – um ataque suicída que incendiaria o cinema com todos os presentes na “Noite Nazista”.

A sede de vingança de Shosanna e de Aldo e seu exército se coincidem na mesma noite, no mesmo evento, o ápice do filme.

Não revelarei o desfecho da estória, mas seja qual for, Quetin Tarantino, apesar de ter se baseado em um cenário histórico, criou uma total ficção em Bastardos Inglórios, repleta dos tradicionais exageros e minunciosidades comumente presentes em seus filmes, saí do cinema com uma pitada de desejo de que soldados nazistas ou mesmo Adolf Hitler tivessem assistido à produção. Seria gratificante.

Trailer do filme:

Recomendo!

Website oficial do filme: http://www.inglouriousbasterds-movie.com

Nem tudo é o que parece ser

outubro 11th, 2009 by admin 6 comments »

Quarta-feira (07/10) tive outra aula de psicologia cognitiva, que foi muito interessante por sinal. Demos início aos estudos sobre percepção e sistemas sensoriais – mecanismos do nosso organismo e da nossa mente utilizados para a representação do mundo.

Antes de dar continuidade, gostaria de salientar como é curioso o fato de que muitas vezes temos idéias e opiniões sobre um determinado assunto, mas só nos convencemos e começamos a crer realmente nestas hipóteses quando presenciamos algo sistematizado pleiteando o que acreditávamos. Foi mais ou menos o que ocorreu nesta aula – Minhas idéias e noções acabaram sendo confirmadas, principalmente pelo caráter científico como as explicações foram realizadas.

O que é a realidade?

realidade_ilusao

Percebem como a nossa mente insiste em nos mostrar coisas que não existem? Pois foi justamente esta a idéia principal da última aula – ilustrar através de ilusões de ótica e de explicações científicas sobre como funciona a percepção do ser humano, para evidenciar o fato de que o mundo como o observamos e percebemos pode não ser o mesmo que outros seres percebem.

Conhecemos os 5 mecanismos de nosso organismo utilizados para a nossa percepção do mundo externo, os 5 sentidos (visão, audição, olfato, paladar e tato). Podemos extendê-los através destes fatores:

Visual: Radiação eletromagnética;

Audição: Pressão do ar;

Química: Moléculas e íons;

Somestesia: Pressão/lesão mecânica e temperatura;

Propriocepção: Posição do corpo;

Interocepção: Pressão/lesão internas.

Como pode ser notado, estes mecanismos funcionam cada um de acordo com um tipo de interferência externa ao organismo, fazendo com que ele reaja de formas variadas, criando assim a nossa percepção.

Nesta aula nos concentramos em estudar a influência da luz em nossos olhos, que gera a visão, e a influência da pressão do ar em nossos ouvidos, que gera a audição.

Assistam esta explicação sobre o funcionamento da audição humana e esta explicação sobre o funcionamento da visão humana.

É evidente que em outros seres vivos, ou mesmo em alguns humanos com deficiências nestes sistemas sensoriais, qualquer alteração no esquema de lentes, cones, bastonetes, retina, entre outros componentes do olho ou no tímpano, nos ossículos e em outros componentes do ouvido, a percepção do mundo também é alterada, evidenciando como pode (ou não) ser limitado o nosso conhecimento sobre o “mundo real”.

Um fato interessante que ocorre frequentemente com as nossas mentes é a ilusão baseada em nossas experiências diárias, vejam este exemplo:

furos1

Percebam que há saliências nas colunas laterais e central da imagem acima e concavidades na segunda e na terceira coluna. Isto na verdade é o que a maioria das pessoas percebem, uma ilusão causada pela nossa mente pelo simples fato de que estamos acostumados com luz que vem de cima (em casa, na rua, o sol, a lua, etc), se estas luzes do nosso dia-a-dia viessem de baixo, o efeito seria contrário.

Nesta aula ainda vimos alguma coisa sobre os nossos limites de percepção – limites máximos e mínimos de frequencias visuais e auditivas que um ser humano pode perceber, e as maneiras como isto também pode se tornar um fator limitante do nosso conhecimento sobre o que realmente ocorre ao nosso redor.

Todos estes assuntos me remetiam sempre à mesma história da Caverna de Platão e pretendo dedicar um post exclusivo a este tema.

É isto aí, as aulas estão ficando mais interessantes a cada dia, não deixem de acompanhar as seguintes! ;)

Enquanto isso, divirtam-se com algumas ilusões de ótica e surpreendam-se com o poder da nossa mente…

Gnothi Seauton

outubro 6th, 2009 by admin 1 comment »

Segunda-feira passada (28/09) iniciaram as aulas do 3º trimestre na UFABC. Cursarei 4 disciplinas durante estes 3 meses: Algorítimos e Estruturas de Dados I, Introdução às Equações Diferenciais e Ordinárias, Transformações Químicas e Psicologia Cognitiva.

Darei uma atenção especial a esta última disciplina, ministrada pelos professores Dr. Peter Maurice e Dr. Yossi Zana. Através de posts tentarei expor as aulas, trabalhos, experimentos e minhas idéias sobre o tema.

O título do post Gnothi Seauton, do grego, Conhece-te a ti mesmo,  foi utilizado em minha primeira aula de psicologia cognitiva para ilustrar a idéia central da disciplina.

Gnothi Seauton

Vitral com a versão contraída de γνῶθι σαυτόν

Ainda estamos nas aulas introdutórias, não me aprofundarei, portanto, sobre elas nestes primeiros posts (Introdução à psicologia cognitiva e Neurociência cognitiva)

Segue abaixo alguns temas e assuntos que serão explorados em futuros posts, baseados nas aulas, não necessariamente em ordem cronológica:

Percepção – Quais são os mecanismos cognitivos que nos possibilitam representar o mundo externo.

Atenção e consciência – O  que é consciência e qual é sua relação com atenção.

Memória – O que afeta nossa habilidade de recuperar informações da memória.

Representação de informação – Há sons e imagens em nosso cérebro?

Linguagem – Como entendemos e produzimos a fala.

Solução de problemas e criatividade – Quais estratégias são utilizadas para resolver problemas.

Tomada de decisão e racionalização – Como tomamos uma decisão.

Emoção e motivação – Como estados afetivos influenciam processos cognitivos.

Inteligência humana e artificial – Humanos são mais inteligentes do que computadores?

Espero que os assuntos despertem alguma curiosidade, pois pretendo explorá-los de forma peculiar, com exemplos práticos e argumentos científicos.

Até as próximas!

Discurso do Lula no COI

outubro 3rd, 2009 by admin 3 comments »

Update: O fato de eu concordar e elogiar o que ocorreu ontem não significa que eu considero que tudo está perfeito no Brasil, nem que nosso presidente é um santo, nem nada disso, muito menos que os Jogos Olímpicos resolverão todos os nossos problemas. Mas lembrem-se de ter o discernimento do que é trivial para a nossa sociedade e do que é necessário para melhorar a imagem de uma nação e o orgulho de seu povo. Tentem evitar hipocrrisias, por favor.

Hoje pela manhã assisti ao discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no COI (Comitê Olímpico Internacional) e me senti orgulhoso, como brasileiro, pela representação e pela paixão com a qual o nosso presidente defendeu a candidatura do Rio de Janeiro para as Olimpíadas de 2016.

Fiz questão de transcrever o discurso na íntegra:

“Senhor presidente, senhores e senhoras, membros do comitê olímpico, companheiros da delegação brasileira, amigos e amigas.

Com muito orgulho represento aqui as esperanças e sonhos de mais de 180 milhões de brasileiros. Muitos nos acompanham pela TV neste momento – em telões, nas areias de Copacabana, nas vitrines das lojas em São Paulo, ou em pequenos televisores às margens do Rio Amazonas. Estão todos unidos torcendo pelo Rio de Janeiro.

Somos um povo apaixonado pelo esporte, apaixonado pela vida. Olhando para os 5 aros do símbolo olímpico vejo neles o meu país – Um Brasil de homens e mulheres de todos os continentes: americanos, europeus, africanos, asiáticos… Todos orgulhosos de suas origens e mais orgulhosos de se sentirem brasileiros. Não só somos um povo misturado, mas um povo que gosta muito de ser misturado. É o que faz a nossa integridade.

Digo com toda franquesa: chegou nossa hora. Entre as 10 maiores economias do mundo, o Brasil é o unico país que não sediou os jogos olímpicos e para-olímpicos. Entre os países que disputam hoje a indicação somos os únicos que nunca tivemos essa honra. Para os outros será apenas mais uma Olimpíadas, para nós será uma oportunidade sem igual. Aumentará a auto-estima dos brasileiros, consolidará conquistas recentes, estimulará novos avanços.

Esta candidatura não é só nossa, é também da América do Sul, um continente com quase 400 milhões de homens e mulheres e cerca de 180 milhões de jovens. Um continente que como vimos nunca sediou os jogos olímpicos. Está na hora de corrigir este desequilíbrio.

Para o movimento olímpico esta decisão abrirá uma nova e promissora fronteira. O COI já mostrou ser capaz de enfrentar e vencer desafios. Mantendo acesa a chama da tradição, soube modernizar os jogos , introduziu novas modalidades, abriu-se a novas tecnologias, atraiu um número cada vez maior de países. O desafio agora é outro: expandir as Olimpíadas para novos continentes, é hora de acender a pira olímpica em um país tropical, na mais linda e maravilhosa cidade, o Rio de Janeiro.

Para a América do Sul será um momento mágico, para o movimento olímpico, uma oportunidade de sentir o calor de nosso povo, a exuberância de nossa cultura, o sol de nossa alegria e de passar uma mensagem clara para o mundo: as Olimpíadas pertecem a todos os povos, a todos os continetes, a humanidade inteira.

Aprendemos muito nos ultimos tempos. Na realização grandiosa dos jogos Panamericanos de 2007, nas Olimpíadas ano passado em Beijin, na visita às obras do Parque Olímpico de Londres, nos encontros pelo mundo com os membros da família olímpica. Este é o motivo polo qual meu governo está tão comprometido com a candidatura do Rio de Janeiro. Demos todas as garantias possíveis à realização dos jogos, aprovamos financiamenteos significativos e abrangentes, conscientes do legado que os jogos deixarão para o Rio de Janeiro.

Meus amigos e minhas amigas, o Brasil vive um excelente momento, trabalhamos muito nas últimas décadas, temos uma economia organizada e pujante que enfrentou sem sobressaltos a crise q ainda assola tantas nações. Vivemos num clima  de liberdade e democracia. Nos últimos anos 30 milhões de brasilerios saíram da pobreza e 21  milhões passaram a integrar a nova classe média. A superação de dificuldades é o que marca a história recente do Brasil e a trajetória de milhões de brasileiros.

Acabo de participar da cúpula do G-20, em Pitsburgo, na qual se desenhou por consenso um novo mapa econômico mundial. Esse mapa reconhece a importância de países emergetnes como o Brasil no cenário global e sobretudo na superação da crise mundial. Tenho orgulho como brasileiro de ter participado desse processo e de ver o Brasil como parte da solução.

A parceria que a candidatura do Rio propõe à família olímpica leva em conta esse novo cenário no qual o nosso país conquistou o seu lugar. As portas do Brasil estão abertas para a maior festa da humanidade: os jogos olímpicos e para-olímpicos numa das mais belas e acolhedoras cidade de todo o mundo. Precisamos do apoio e da visão de futuro das senhoras e dos senhores. O Rio está pronto. Os que nos derem esta chance não se arrependerão. Estajam certos, os jogos olímpicos do Rio serão inesquecíveis pois estarão cheios da paixão, da alegria e da criatividade do povo brasileiro. Muito obrigado.”

É isso aí, este foi o discurso do nosso presidente, que colaborou, nesta tarde, para a escolha do Rio de Janeiro, do Brasil, para sediar os Jogos Olímpicos em 2016!

Parabéns!

Vídeo do discurso: