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	<title>Ícaro Vinícius &#124; Um diário expandido</title>
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	<description>Um diário expandido - e o que mais for necessário -</description>
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		<title>A locomotiva, o incêndio e o globo da morte</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jul 2010 13:55:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esta noite não foi legal, não dormi nada bem. Acordei às 4h00 e voltei a adormecer umas 6h00, para acordar definitivamente às 7h30. Neste pequeno tempo de sono tive vários sonhos fragmentados, mas um destes &#8220;fragmentos&#8221; me chamou mais atenção. &#8220;Eu estava nos fundos de alguma casa, em um grande quintal. Era noite. Havia muitas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta noite não foi legal, não dormi nada bem. Acordei às 4h00 e voltei a adormecer umas 6h00, para acordar definitivamente às 7h30. Neste pequeno tempo de sono tive vários sonhos fragmentados, mas um destes &#8220;fragmentos&#8221; me chamou mais atenção.</p>
<p>&#8220;Eu estava nos fundos de alguma casa, em um grande quintal. Era noite. Havia muitas pessoas, a maioria era irreconhecível, mas o Fernando, meu colega de trabalho, estava lá.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-323" title="Locomotiva" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/locomotiva1888cg-300x245.jpg" alt="" width="240" height="196" /></p>
<p>Em uma espécie de garagem estava exposta uma antiga locomotiva. Não sei ao certo como eu sabia, mas ela fora construída por um velho médico, que também estava presente naquele encontro. Todos que estavam lá gostariam de vê-la em atividade, mas ninguém se arriscava em tentar fazê-la funcionar. Ninguém com exceção do Fernando.</p>
<p>Ele montou em cima de uma das partes da locomotiva, tirou uma pesada tampa de ferro e começou a inserir alguns combustíveis e a tentar acender algum fogo. Logo em seguida o Fernando se afastou e se juntou à multidão que aguardava o início do funcionamento daquela máquina.</p>
<p><img class="alignright size-medium wp-image-325" title="Incêndio" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/09128100-300x212.jpg" alt="" width="238" height="168" /></p>
<p>Todos estavam desconfiados quanto ao sucesso da tentativa de Fernando, até que uma pequena chama surge de dentro da locomotiva. Logo após a euforia dos presentes a chama começou a aumentar. E aumentou. E aumentou mais. Um grande incêndio teve início no galpão onde ela estava. Me lembro até do cheiro de queimado.</p>
<p>Por algum motivo obscuro o Fernando era bombeiro, e por um mistério maior ainda, estava com toda a sua equipe e seus equipamentos, que logo deram início à contenção do fogo.</p>
<p>Em meio à correria e  à passagem de bombeiros e mangueiras, eu avistei um senhor, não tinha barba mas era velho, e estava de branco. Era o médico construtor da locomotiva. Eu pude enxergar o pranto em seus olhos avistando a destruição de sua máquina, me emocionei, criei coragem e fui pedir desculpas ao homem pelo inconveniente. O médico foi extremamente humilde e bondoso. Pediu para não ligarmos, e ficarmos tranquilos pois ele não ficaria bravo. Após eu me desculpar mais uma vez ele me interrompeu e me perguntou se eu já havia ouvido a história sobre o motoqueiro que iria se apresentar pela primeira vez no globo da morte. Eu disse que nunca tinha ouvido falar da história. Então ele iniciou&#8230;&#8221;</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/QUEM-SE-HABILITA.jpg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-332" title="Globo da morte" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/07/QUEM-SE-HABILITA-300x225.jpg" alt="" width="240" height="180" /></a></p>
<p>E eu acordei. =(</p>
<p>Juro que tentei adormecer novamente só para ouvir a &#8220;parábola do Globo da morte&#8221; contada pelo velho médico, mas não consegui.</p>
<p>Pois bem, fica então para a nossa imaginação, ou quem sabe para um próximo sonho. =]</p>
<p>É isso aí, pessoal! Boa noite, bons sonhos e até a próxima!</p>
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		<title>Digital Media Conference 2010</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2010/06/14/digital-media-conference-2010/</link>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 14:28:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[agradecimentos]]></category>
		<category><![CDATA[eventos]]></category>
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		<category><![CDATA[marketing digital]]></category>
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		<description><![CDATA[Update (21/06/2010): Conforme prometido, segue o link para o post no PodMak com as entrevistas gravadas pelo Wesley e por mim na terceira edição do Digital Media Conference &#8211; http://www.podmak.com.br/3-digital-media-conference/ Na terça-feira (08/06/2010) recebi uma ligação de meu grande amigo Wesley (@wesleyoliveira). Ele recebeu um convite do Oscar Ferreira (@kakamachine) do PodMak, podcast focado em debater [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Update (21/06/2010): </strong>Conforme prometido, segue o link para o post no PodMak com as entrevistas gravadas pelo Wesley e por mim na terceira edição do Digital Media Conference &#8211; <a title="PodMak - Digital Media Conference" href="http://www.podmak.com.br/3-digital-media-conference/" target="_blank">http://www.podmak.com.br/3-digital-media-conference/</a></p>
<p>Na terça-feira (08/06/2010) recebi uma ligação de meu grande amigo Wesley (<a title="Twitter do Wesley" href="http://twitter.com/wesleyoliveira" target="_blank">@wesleyoliveira</a>).</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/dmc2010.png"><img class="alignleft size-medium wp-image-307" title="dmc2010" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2010/06/dmc2010-300x254.png" alt="dmc2010" width="300" height="254" /></a>Ele recebeu um convite do Oscar Ferreira (<a title="Twitter do Oscar Ferreira" href="http://twitter.com/kakamachine" target="_blank">@kakamachine</a>) do <a title="PodMak - Podcast sobre marketing digital" href="http://podmak.com.br" target="_blank">PodMak</a>, podcast focado em debater e tratar de assuntos relativos a marketing digital, redes sociais, e-commerce e cibercultura, para cobrir a terceira edição do <strong>Digital Media Conference</strong>, organizado pela <a title="Site da CorpBusiness" href="http://corpbusiness.uol.com.br/" target="_blank">CorpBusiness</a>.</p>
<p>Tive o prazer e a honra de acompanhar o Wesley na cobertura do evento. Assistimos às palestras e debates que contaram com a participação de grandes profissionais de agências e empresas envolvidas no mundo do marketing digital, levantamos questões e pontos que consideramos de interesse do público do PodMak e tivemos o privilégio de bater um papo com alguns dos palestrantes e organizadores do evento.</p>
<p>Não farei aqui a descrição do conteúdo abordado durante o dia no evento, em breve farei um update linkando o post no PodMak com os detalhes da nossa cobertura, fotos do evento e entrevistas que gravamos com alguns dos participantes.</p>
<p>Mas desde já gostaria de fazer alguns agradecimentos especiais:</p>
<ul>
<li>Ao convite do Wesley e do Oscar pela oportunidade;</li>
<li>Danilo Pádua (<a title="Twitter do Danilo" href="http://twitter.com/danilopadua" target="_blank">@danilopadua</a>), representante da organização do evento que nos tratou muito bem e nos concedeu uma entrevista comentando sobre a importância da Mídia Digital no contexto atual do mercado;</li>
<li>Mirko Mayeroff, CEO do <a title="Super Downloads" href="http://www.superdownloads.com.br" target="_blank">Superdownloads</a>, que também nos concedeu entrevista falando sobre sua empresa e sobre marketing digital, além de ter aceitado nos receber em seu escritório do Super Downloads;</li>
<li>Alexandre Canatella (<a title="Twitter do Alexandre Canatella" href="http://twitter.com/ale_canatella" target="_blank">@ale_canatella</a>), responsável pelos cases de sucesso <a title="Portal de receitas CyberCook" href="http://cybercook.terra.com.br/" target="_blank">CyberCook</a>, <a title="Programa de apoio ao emagrecimento CyberDiet" href="http://cyberdiet.terra.com.br/cyberdiet/" target="_blank">CyberDiet</a> e <a title="Rede social feminina - Vila Mulher" href="http://vilamulher.terra.com.br/comunidade/" target="_blank">Vila Mulher</a>, que gravou uma entrevista com a gente comentando sobre seus startups;</li>
<li>Rene Mollinedo (<a title="Twitter do Rene Mollinedo" href="http://twitter.com/renemollinedo" target="_blank">@renemollinedo</a>), diretor de marketing, inovação e mídias digitais da Trendylab (<a href="http://www.trendylab.com/">http://www.trendylab.com/</a>), com quem batemos um papo e se comprometeu a nos conceder uma futura entrevista;</li>
<li>Tiago Baeta (@<a href="http://twitter.com/tbaeta">tbaeta</a>), responsável comercial da iMasters (<a href="http://imasters.uol.com.br/">http://imasters.uol.com.br/</a>), com quem trocamos algumas idéias;</li>
</ul>
<p>É isso aí! Aguardem o update do link para o nosso post sobre o evento no PodMak!</p>
<p>Até a próxima.</p>
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		<title>Não &#8220;fui&#8221; eu!</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2010/04/02/nao-fui-eu/</link>
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		<pubDate>Fri, 02 Apr 2010 06:00:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[falha de caráter]]></category>
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		<description><![CDATA[Narrei este sonho umas três vezes já. O pessoal do NTI vai começar a desconfiar que invento. Desta vez não foi totalmente nonsense, mas tampouco foi normal. &#8220;(&#8230;) eu programava algo relacionado ao webmail  utilizado na UFABC. Por algum motivo o sistema de login estava falhando e algo deveria ser feito para que eu pudesse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Narrei este sonho umas três vezes já. O pessoal do NTI vai começar a desconfiar que invento.</p>
<p>Desta vez não foi totalmente nonsense, mas tampouco foi normal.</p>
<p>&#8220;(&#8230;) eu programava algo relacionado ao webmail  utilizado na UFABC. Por algum motivo o sistema de login estava falhando e algo deveria ser feito para que eu pudesse prosseguir com meus testes. Tratei de retirar do software o código responsável pela validação de e-mail e senha. Precisava testar de alguma maneira. <em>((idéia genial!))</em> &#8211; &#8216;barack.obama@ufabc.edu.br / Sem senha&#8217; &#8211; Não, não era o e-mail do presidente dos Estados Unidos, mas sim do nosso coordenador, Gustavo. Pois bem, consegui me logar e acessar os seus e-mails  tranquilamente, finalizei meus testes, me desloguei, modifiquei novamente o código de login para seu estado original  (&#8230;)</p>
<p>(&#8230;) mais tarde Gustavo chega no NTI, senta na frente de seu PC, que estava na mesa da Thais, se loga em seu e-mail e constata que o último login foi realizado em algum horário daquele mesmo dia, embora ele não tivesse o feito pois estava ocupado com outros compromissos. Decidido a localizar o invasor de sua conta, Gustavo localizou alguns vestígios em seu e-mail indicando que a Thais havia realizado alguma alteração em algum lugar. No mesmo momento todos os presentes no NTI direcionam olhares surpresos e de reprovação à Thais, que estava sentada na mesa da Vivian. Gustavo passa a humilhar verbalmente a suspeita. Eu permaneço inerte. Cansada de ser acusada injustamente, Thais se retira abalada da sala, transparecendo e evidenciando a sua inocência, que se tornava notável para Gustavo. Eu fiquei um pouco aliviado pois ninguém seria punido injustamente. O coordenador passa a intimar que o responsável pela &#8216;invasão&#8217; de seu e-mail se entregasse, para que ele pudesse se retratar com a Thais. Permaneci inerte, com a certeza de que eu jamais seria descoberto e ainda assim ninguém seria punido injustamente (&#8230;)&#8221;</p>
<p>Repito &#8211; não tenho culpa. Algumas falhas de caráter se tornam propriedades de &#8220;personagens&#8221; que assumo, vez ou outra, em meus sonhos.  Inevitável e comum. Tento refletir e amadurecer com estes fatos inconscientes.</p>
<p>Ps.[1]: Estou com muito sono neste exato momento, meu texto pode conter erros ou estar confuso e incoerente, desculpem-me.</p>
<p>Ps.[2]: Não estou divulgando, portanto obrigado pela visita espontânea ou indicada por terceiros ao meu blog. =]</p>
<p>Boa noite, bons sonhos e até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Peixe transparente</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2010/03/24/peixe-transparente/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Mar 2010 15:11:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sonhos]]></category>
		<category><![CDATA[rodolfo]]></category>
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		<description><![CDATA[Senti falta de publicar os meus sonhos, ainda mais ultimamente, que voltei a sonhar com mais frequencia. Pois vou tentar retomar este hábito, porém o outro blog servirá apenas de museu, de lembrança, pretendo dar mais atenção ao meu domínio que está sendo tão pouco utilizado, coitado. =] Foi na noite passada, foi bizarro: &#8220;Minhas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Senti falta de <a href="http://osonhodeicaro.blogspot.com" target="_blank">publicar os meus sonhos</a>, ainda mais ultimamente, que voltei a sonhar com mais frequencia. Pois vou tentar retomar este hábito, porém o <a href="http://osonhodeicaro.blogspot.com" target="_blank">outro blog</a> servirá apenas de museu, de lembrança, pretendo dar mais atenção ao meu domínio que está sendo tão pouco utilizado, coitado. =]</p>
<p>Foi na noite passada, foi bizarro:</p>
<div class="wp-caption alignleft" style="width: 290px"><img class=" " src="http://mundoceptico.files.wordpress.com/2009/07/peixe-transparente.jpg" alt="Não era exatamente assim, mas é uma boa ilustração do que eu presenciei no sonho." width="280" height="179" /><p class="wp-caption-text">Não era exatamente assim, mas é uma boa ilustração do que eu presenciei no sonho.</p></div>
<p>&#8220;Minhas duas colegas de profissão e faculdade Vivian e Thais finalizaram um trabalho acadêmico da disciplina Empreendedorismo. Pedi para analisar e folhear o trabalho delas. Rodolfo, também colega de profissão e faculdade, estava ao lado.</p>
<p>O motivo eu não sei, mas haviam várias figuras de peixes, aquários e outras coisas marinhas no trabalho, e uma das coisas que me chamou atenção foi um peixe meio transparente. Eu sugeri que poderia ter sido alguma falha na impressão daquela imagem, mas descartamos a possibilidade quando notamos que era possível enxergar nitidamente o que havia atrás do peixe, era definitivamente transparente.</p>
<p><em>Sonhos têm o incrível poder de trocar cenários e personagens de maneira completamente discreta</em>. Já não estávamos mais observando o trabalho acadêmico das meninas, mas admirando um pequeno lago na nossa frente, com o peixe transparente submerso, parecendo morto. Rodolfo enxergou uma semelhança daquele animal com um saco plástico, era realmente parecido. Quase pude ver uma lâmpada de &#8216;idéial genial!&#8217; surgindo na cabeça dele, Rodolfo estava prestes a praticar uma travessura. E a fez. Pegou o peixe transparente, jogou na direção de um mendigo para que o pobre pensasse se tratar de uma sacola transparente com comida dentro. Rodolfo realmente desejava que o mendigo se alimentasse das vísceras do peixe, e via graça naquilo. Eu vi graça naquilo. Não tenho culpa. &#8221;</p>
<p>E minhas bizarrices involuntárias estão de volta.</p>
<p>Boa noite, bons sonhos e até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Tomada de decisões: Teoria da utilidade e do prospecto</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2009/11/29/teoria-da-utilidade-e-do-prospecto/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2009 16:37:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Cognitiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Em minha última aula de Psicologia Cognitiva demos continuidade ao tema tomada de decisões, abordando heurísticas e métodos utilizados por seres humanos em suas decisões, julgamentos e raciocínio. Neste post vou me concentrar nas teorias da utilidade e do prospecto. O professor Peter Claessens deu início fazendo a seguinte proposta fictícia à classe: Você tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em minha última aula de <strong>Psicologia Cognitiva</strong> demos continuidade ao tema <strong>tomada de decisões</strong>, abordando heurísticas e métodos utilizados por seres humanos em suas <strong>decisões,</strong> <strong>julgamentos e raciocínio. </strong>Neste post vou me concentrar nas teorias da <strong>utilidade e do prospecto.</strong></p>
<p><strong><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/o-pensador.jpeg"><img class="aligncenter size-medium wp-image-287" title="o-pensador" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/o-pensador-225x300.jpg" alt="o-pensador" width="225" height="300" /></a><br />
</strong></p>
<p>O professor <strong>Peter Claessens </strong>deu início fazendo a seguinte proposta fictícia à classe:</p>
<p><em>Você tem a opção de jogar 2 dados de 6 lados. Caso o resultado dos 2 dados lançados sejam iguais, você ganha R$12,00, caso contrário, você perde R$3,00. Você toparia entrar na aposta?</em></p>
<p>Segundo a <strong>Teoria Normativa, </strong>aquela inspirada pela economia, a probabilidade do resultado ser 2 dados iguais é de 1/6, enquanto a probabilidade de ser 2 dados diferentes é de 5/6. Assim sendo, o <strong>valor esperado </strong>para aquele que aceita a aposta é calculado da seguinte maneira:</p>
<p><strong>Valor esperado = </strong>1/6 x R$12,00 + 5/6 x R$3,00 = -R$0,50</p>
<p>Podemos considerar então, 2 tipos de decisão daquele que recebeu a proposta:</p>
<p>Decisão A: Não aceitar &#8211; Ganho esperado de R$0,00</p>
<p>Decisão B: Aceitar &#8211; Ganho esperado de -R$0,50 (Perda de R$0,50)</p>
<p>Podendo concluir que, segundo a <strong>teoria normativa ou teoria da utilidade esperada</strong>, a melhor decisão seria não aceitar a proposta, considerando que o ganho esperado é maior.</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Daniel_KAHNEMAN.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-288" title="Daniel KAHNEMAN" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/Daniel_KAHNEMAN.jpg" alt="Daniel KAHNEMAN" width="115" height="138" /></a>Entretando, a <strong>Teoria do Prospecto</strong>, proposta por <strong>Kahneman &amp; Tversky, </strong>ou <strong>Teoria descritiva, </strong>que levou o psicólogo Kahneman ganhar o prêmio Nobel de economia em 2002, evidencia, através de experimentos comportamentais, o fato de que as tomadas de decisões entre os seres humanos seguem alguns padrões que não necessariamente são baseadas em probabilidades de ganhos esperados. Vejamos as seguintes propostas:</p>
<p><strong>Jogo A: Escolher entre</strong></p>
<ul>
<li>Ganho de R$500,00 com 100% de probabilidade</li>
<li>Ganho de R$1000,00 com 50% de probabilidade (sendo os outros 50%, R$0,00)</li>
</ul>
<p><strong>Jogo B:Escolher entre</strong></p>
<ul>
<li>Perda de R$500,00 com 100% de probabilidade</li>
<li>Perda de R$1000,00 com 50% de probabilidade (sendo os outros 50%, R$0,00)</li>
</ul>
<p>Os experimentos comportamentais revelaram que no caso do <strong>Jogo A</strong>, a maioria das pessoas optou pelo ganho certo de R$500,00, enquanto no  <strong>Jogo B, </strong>a maioria optou pela perda incerta de R$1000,00. Ou seja, a perda &#8220;pesa mais&#8221; para o ser humano, que possui <strong>aversão ao risco em ganho </strong>e <strong>busca de risco em perda. </strong></p>
<p>Vejamos outro experimento comportamental. Dois dilemas foram propostos aos voluntários:</p>
<p><strong>Dilema 1: Aplicando a vacina</strong></p>
<ul>
<li><strong>A, </strong>200 pessoas serão salvas com probabilidade de 100%</li>
<li><strong>B, </strong>600 pessoas serão salvas com probabilidade de 33,3%</li>
</ul>
<p><strong>Dilema 2: Aplicando a vacina</strong></p>
<ul>
<li><strong>C, </strong>400 pessoas morrerão com probabilidade de 100%</li>
<li><strong>D, </strong>Niguém morrerá com probabilidade de 33,3%</li>
</ul>
<p>Os resultados revelaram que no caso do <strong>Dilema 1</strong>, 72% das pessoas optaram pela <strong>aversão ao risco </strong>(vacina A), enquanto no <strong>Dilema 2, </strong>78% das pessoas optaram pela <strong>busca de risco </strong>(vacina D). Estes resultados revelam a limitação da racionalidade do ser humano, visto que se forem analisadas as probabilidades dos 2 dilemas, se tratam exatamente do mesmo problema. Este é o chamado <strong>efeito de estruturação: </strong>quando o mesmo problema leva a estratégias diferentes devido ao <strong>enquadramento </strong>(aspectos irrelevantes para a decisão).</p>
<p>Em aula vimos ainda sobre alguns aspectos da <strong>tomada de decisões em grupo. </strong>Nestes tipos de decisão temos geralmente alguns aspectos vantajosos: acumulação de idéias, conhecimento e memória. E alguns desnvantajosos: O pensamento de grupo pode atrapalhar a tendência para evitar conflitos, causar atitude de mente fechada, supressão de dissensão, unânimidade falsa e decisões prematuras, conservadoras e imperfeitas. O &#8220;andídoto&#8221; proposto para evitar estas desvantagens me lembrou muito as idéias do <strong>desenvolvimento ágil, </strong>que já comentei em <a href="http://icarovinicius.com.br/blog/tag/metodologias-ageis/" target="_blank">outros posts</a>: Líder imparcial, cultura aberta à crítica construtiva, a informações vindas de fora, formação de subgrupos, etc.</p>
<p>Concluímos que a <strong>teoria da utilidade </strong>desconsidera o fato de que muitas situações de risco são sujeitas a pressão emocional e de tempo, e que existem algumas variáveis que nos impossibilitam de utilizar 100% de nossa racionalidade &#8211; todos os cálculos e probabilidades nem sempre cabem em nossa <strong>memória de trabalho</strong>. E é por este motivo que o ser humano acaba, naturalmente, utilizando <strong>heurísticas: </strong>modelos de tomada de decisão que nem sempre retornam a solução otimizada, mas a mais sensata, levando em consideração as inúmeras variáveis que possuem os seres-humanos.</p>
<p><strong>Saiba mais sobre</strong>: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman" target="_blank"></a></p>
<p>Daniel Kahneman: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Daniel_Kahneman</a></p>
<p>Teoria do prospecto:<a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Prospect_theory" target="_blank">http://en.wikipedia.org/wiki/Prospect_theory</a></p>
<p>Não percam os meus próximos 2 posts: Continuarei tratando sobre o tema <strong>&#8220;Tomada de Decisões&#8221;, </strong>abordando métodos e heurísticas utilizadas por seres-humanos em <strong>Julgamentos</strong> e<strong> Raciocínio</strong>.</p>
<p>Até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>This is it!</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2009/11/07/this-is-it/</link>
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		<pubDate>Sat, 07 Nov 2009 03:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cinema]]></category>
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		<category><![CDATA[Michael Jackson]]></category>
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		<description><![CDATA[Sexta-feira, calor, muita água, muito café também, almoço no shopping com a galera do trabalho, apresentação dos funcionários novos, nenhuma matéria na faculdade, namorada no fim do expediente, shopping, cinema, pipoca, Michael Jackson, This is it! Confesso que fui ao cinema mais pelo interesse de Isabela, minha namorada. Nunca fui grande admirador da figura de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sexta-feira, calor, muita água, muito café também, almoço no shopping com a galera do trabalho, apresentação dos funcionários novos, nenhuma matéria na faculdade, namorada no fim do expediente, shopping, cinema, pipoca, Michael Jackson, This is it!</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/this-is-it-cartaz.jpg"><img class="aligncenter size-large wp-image-244" title="this-is-it-cartaz" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/11/this-is-it-cartaz-689x1024.jpg" alt="this-is-it-cartaz" width="280" height="414" /></a></p>
<p>Confesso que fui ao cinema mais pelo interesse de Isabela, minha namorada. Nunca fui grande admirador da figura de <strong>Michael Jackson &#8211; </strong>não por possuir alguma aversão à personalidade, nem tampouco por qualquer tipo de preconceito ou algo do gênero. Ainda assim, tem o meu respeito, meu reconhecimento de sua importância<strong> </strong>e influência e não nego que sua batida é envolvente, nem que estou assobiando <em>Billie Jean </em>neste exato momento<strong>. </strong></p>
<p>Também não posso dizer que seu filme póstumo <em>This is it</em> me fez mudar de opinião e me tornou um fã. Nada disso. Mas definitivamente me envolveu, me fez refletir sobre sua história, apesar do filme não ser nem um pouco biográfico e apesar ainda de meu conhecimento quase nulo sobre a sua vida, salvo aquele adquirido em épocas de escândalos ou nestes últimos meses, após a sua morte. Limitado pela minha ignorância, não ouso tirar conclusões sobre a vida de Michael Jackson, mas tenho palpites e eles absolvem o <strong>rei do pop</strong> de qualquer acusação de pedofilia e o classificam como uma pessoa boa &#8211; não como um exemplo, simplismente como uma pessoa boa.</p>
<p>O documentário de 111 minutos <em>This is it</em>, dirigido por <strong>Kenny Ortega, </strong>parceiro de Michael Jackson na produção do show, possui filmagens dos bastidores, ensaios e produções de novos video-clipes para os clássicos de MJ, que seriam exibidos no que seria o seu próximo show. Os registros realizados desde a seleção exigente de Michael para os dançarinos do show, até os ensaios para a música de fechamento, iriam para o seu arquivo pessoal e parte deles seriam exibidos durante o espetáculo.</p>
<p>Além da indiscutível capacidade de inovar de Michael Jackson, as filmagens revelaram algumas minunciosidades da personalidade do astro que o tornaram tão inovador e irreverente. Seu perfeccionismo era diferente &#8211; os ensaios e as passadas de músicas, tons e passos evidenciavam a capacidade de que Michael tinha de <em>sentir</em> o seu trabalho &#8211; repetir um trecho de uma determinada música sozinho, de maneira introspectiva, ou pular, dançar, espernear, sentindo a sua música, até estar satisfeito, não com o tom, com a melodia ou com a coreografia padronizada, mas com a maneira que estes fatores deixavam o seu estado de espírito &#8211; e todas estas irreverências criadas naturalmente fariam parte do seu show.</p>
<p>Foi interessante notar como os produtores se comunicavam e davam <em>feedbacks</em> a Michael &#8211; havia uma cautela peculiar, ao mesmo tempo em que pareciam preocupados em não aborrecerem o rei, demonstravam um profundo respeito à figura com quem estavam tratando. O mesmo acontecia, de forma ainda mais interessante, quando era Michael Jackson que precisava dar algum <em>feedback</em> aos seus músicos, dançarinos ou produtores &#8211; Era modesto, tinha consciência de que seus pedidos seriam atendidos sem pestanejos, mas fazia questão de tentar não demonstrar nenhum tipo de arrogância, nem autoritarismo &#8211; <em>&#8220;Falo isso por bem&#8221;, &#8220;Não é por mal&#8221;, &#8220;Entendam por favor, é tupo por amor &#8211; A-M-O-R&#8221;, &#8220;Deus os abençõe!&#8221;. </em>Como eram diferentes as maneiras com que aprendia a ser um artista com seu pai! Como frases singelas como estas demonstravam uma vida inteira de rancor&#8230;</p>
<p>Por final, o que mais me fez refletir foram os seus ensaios, mais especificamente a maneira como ele dançava e cantava &#8211; não pela irreverência, mas pela economia de esforço. A princípio estranhei muito o fato de seus dançarinos demonstrarem muito mais ânimo do que o próprio Michael Jackson, ou de seus vocais se dedicarem muito mais a darem um espetáculo, mas aos poucos foi possível notar que realmente era uma economia de esforço, Michael chegou a se culpar quando cantou tão bem e promoveu um espetáculo particular aos presentes no ensaio de <em>Just can&#8217;t stop love you, </em>dizendo que não deveria ter feito aquilo, que tudo aquilo era apenas um aquecimento. Fui longe me recordando de minhas aulas de física &#8211; nenhuma energia se cria ou se destrói, apenas se transforma &#8211; se um corpo é solto no ar a gravidade faz com que ele possua energia mecânica, oriunda de sua energia potencial, enquanto estava com velocidade zero &#8211; e foi justamente esta energia potencial que Michael Jackson possuia nos ensaios. Comecei a imaginar: Se mesmo sem todo o esforço possível, os bastidores de <em>This is it</em> foram sensacionais, o que o show revelaria no momento de transformar toda aquela energia potencial? E após a sua morte, de que maneira ela foi transformada? Talvez seus amigos próximos ou parentes a tenham utilizado de alguma maneira, ou algum outro artista a aproveitado em algum outro show qualquer, ou talvez o mundo possa ter ficado um pouquinho melhor e grato a Michael Jackson&#8230;</p>
<p><strong>Trailer de <em>This is it:</em></strong><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="560" height="340" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/cyrkcz7msfY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="560" height="340" src="http://www.youtube.com/v/cyrkcz7msfY&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p><strong>Website oficial do filme: </strong> <a href="http://www.thisisit-movie.com/" target="_blank">http://www.thisisit-movie.com/</a></p>
<p><em>&#8220;GOD BLESS YOU!&#8221;</em></p>
<p><em>\o<br />
</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Psicologia Cognitiva &#8211; Memória</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2009/10/29/psicologia-cognitiva-memoria/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Oct 2009 20:43:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia Cognitiva]]></category>
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		<description><![CDATA[Continuando a exposição das aulas de psicologia cognitiva, tratarei neste post sobre um dos mecanismos mais importantes da cognição e da inteligência humana, a memória, definida em aula como &#8220;Habilidade de adquirir, reter e usar informações e conhecimentos&#8221;. A memória implica em constantes mudanças, no contexto humano trata-se de informações que de alguma maneira podem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Continuando a exposição das aulas de <strong>psicologia cognitiva</strong>, tratarei neste post sobre um dos mecanismos mais importantes da cognição e da inteligência humana, a <strong>memória</strong>, definida em aula como &#8220;Habilidade de adquirir, reter e usar informações e conhecimentos&#8221;.</p>
<p>A memória implica em constantes mudanças, no contexto humano trata-se de informações que de alguma maneira podem ser armazenadas e posteriormente utilizadas, basicamente consiste em <strong>consolidação, </strong>quando a informação desaparece da <em>consciência</em><strong> </strong>e <strong>evocação, </strong>quando a informação retorna à consciência. Seu bom funcionamento, paradoxalmente, depende do <strong>esquecimento</strong>.</p>
<p>Assistam o seguinte vídeo, um teste psicológico em que há 2 times, um de branco e um de preto, cada um tocando bolas de basquete entre os seus jogadores. O objetivo é contar o número de passes que o time de <em>branco</em> faz entre os seus jogadores, mas fiquem atentos pois a velocidade dos passes e os jogadores de preto podem confundir a sua contagem:</p>
<p><strong>Update: </strong>Para melhores resultados no testes é interessante que o vídeo seja carregado antes de assisti-lo.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowScriptAccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/UZdpIG7oh0g&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/UZdpIG7oh0g&amp;color1=0xb1b1b1&amp;color2=0xcfcfcf&amp;hl=en&amp;feature=player_embedded&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Em sala de aula a grande <em>minoria</em> das pessoas, não me lembro exatamente quantas, perceberam que há uma &#8220;surpresa&#8221; no meio do vídeo. Isto se deve ao fato de que geralmente o cérebro &#8220;exclui&#8221; elementos que não possuem importância para o foco de sua<strong> atenção</strong> &#8211; a exclusão do gorila de sua memória é essencial para que você conte corretamente o número de passes entre os jogadores de branco.</p>
<p>Outro caso curioso sobre <em>esquecimento</em> citado em aula foi o de <strong>Solomon Shereshevsky, </strong>um homem com uma memória &#8220;quase perfeita&#8221;, capaz de lembrar os mínimos detalhes de um livro, os dados de uma lista telefônica inteira, todos os objetos de um ambiente, etc., pelo fato de que seu cérebro raramente excluía informações de sua memória. Parece ser muito bom e divertido, mas <em>Solomon</em> não conseguia reconhecer nem mesmo as faces de seus próprios familiares, uma vez que cada expressão era interpretada como imagens distintas em seu cérebro &#8211; prestava atenção nos detalhes ao custo do <em>sentido global</em>, não abstraindo nem metaforizando quase nada.</p>
<p>Vamos fazer mais um teste &#8211; Tente decorar durante uns 5 segundos (colabore) as palavras abaixo, em seguida desvie o seu olhar do monitor e escreva em uma folha de papel as palavras que conseguir lembrar.</p>
<p style="text-align: center;">Retrato<br />
Libélula<br />
Casaco<br />
Violino<br />
Pálpebra<br />
Tomate<br />
Laudo<br />
Prancha<br />
Irmão</p>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente você conseguiu se lembrar das palavras que estavam mais no topo (Retrato, Libélula&#8230;) e na base (Prancha, Irmão&#8230;), é o que ocorre, em média, com as pessoas que fazem este teste,  pelo fato de que as palavras localizadas no topo da lista tiveram muito mais tempo para serem consolidadas do que as restantes, uma provável relação com a <strong>memória de longo prazo </strong>e as da base ainda estão ativas por serem mais recentes (considerando que a maioria das pessoas lê de cima para baixo), uma provável relação com a <strong>memória de curto prazo, </strong>enquanto as do meio nem foram suficientemente consolidadas a ponto de serem evocadas por sua consciência, nem são tão recentes a ponto de ainda estarem ativas em sua consciência.</p>
<p style="text-align: justify;">As evidências observadas em cada modelo ou tipo de memória nos levam a chegar em algumas conclusões e deduzir algumas <strong>técnicas de memorização. </strong>Não é meu objetivo expor todas estas técnicas, nem ensiná-los a como ter uma memória excepcional, mas são exemplos interessantes dados em aula :</p>
<p style="text-align: justify;">Vejam este pequeno exemplo sobre <strong>memória sensorial:</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/letras.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-223" title="letras" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/letras-300x265.jpg" alt="letras" width="146" height="164" /></a></strong>Esta imagem foi exibida para alguns voluntários durante 50 milisegundos. Niguém se recordou de todas as letras. Alguns sinais sonoros foram associados a cada fileira e as associações foram ensinadas aos voluntários. A tarefa seguinte era tentar recordar as letras correspondentes ao sinal sonoro emitido &#8211; a maioria das pessoas se lembrou de todas as letras da fileira, levando à conclusão de que o tempo de <em>consolidação</em> da informação tem importância, mas a maneira como esta informação é estruturada é trivial para a sua <em>evocação</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outro teste realizado em aula, uma voluntária saiu da sala enquanto a seguinte sequência de números foi apresentada durante uns 2 segundos a um segundo voluntário:</p>
<p style="text-align: center;">1 4 0 2 8 0 5 6 0</p>
<p style="text-align: justify;">Ao tentar se recordar de todos os números, em ordem, o resultado não foi muito positivo &#8211; alguns números foram esquecidos e outros estavam em posições diferentes. A voluntária fora da sala foi chamada e a seguinte sequência foi apresentada também durante uns 2 segundos:</p>
<p style="text-align: center;">140   280  560</p>
<p style="text-align: justify;">Ela se recordou de todos os números sem nenhuma dificuldade. A técnica chamada de <strong>agrupamento (chunking)</strong> nos mostra que provavelmente o ser humano possui uma quantidade limitada de elementos que podem ser acessíveis em curto prazo, desta maneira, elementos agrupados se tornam um só elemento, facilitando a evocação.</p>
<p style="text-align: justify;">A eficiência do <em>agrupamento visual</em> também foi demonstrado em um experimento com voluntários novatos e experientes em jogos de xadrez:</p>
<ul>
<li>Arranjos de peças reais, que geralmente são oriundos de determinadas sequências de jogadas, foram apresentados a todos os voluntários:
<ul>
<li>Jogadores experientes se lembraram em média da posição de 16 peças;</li>
<li>Novatos se lembraram em média da posição de 4 peças;</li>
</ul>
</li>
<li>Arranjos de peças aleatórios foram apresentados a todos os voluntários:
<ul>
<li>Jogadores experientes se lembraram em média da posição de 3 peças;</li>
<li>Novatos se lembraram em média da posição de 3 peças;</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Hierarquizar elementos ou informações (criando mapas ou fluxogramas) também é um método eficiente para facilitar a evocação, uma vez que ela é realizada através de conexões entre os neurônios &#8211; um elemento se relaciona ao outro no cérebro humano, esquematizá-lo no papel é uma boa pedida!</p>
<p style="text-align: justify;">O <strong>estado</strong> no qual um indivíduo se encontra enquanto consolida informações também influencia. Alguns voluntários foram levados a estudar/memorizar em diferentes situações:</p>
<ul>
<li>Dentro e fora da água
<ul>
<li>Os que estudaram <em>dentro</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>dentro</em> do que <em>fora</em>;</li>
<li>Os que estudaram <em>fora</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>fora</em> do que <em>dentro</em>;</li>
</ul>
</li>
<li>Com e sem ruído
<ul>
<li>Os que estudaram <em>com</em> <em>ruído</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>com</em> do que <em>sem</em> <em>ruído</em>;</li>
<li>Os que estudaram <em>sem ruído</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>sem</em> do que <em>com ruído</em>;</li>
</ul>
</li>
<li>Triste ou feliz
<ul>
<li>Os que estudaram <em>tristes</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>tristes</em> do que <em>felizes</em>;</li>
<li>Os que estudaram <em>felizes</em> se lembraram de mais coisas quando tentaram evocar informações <em>felizes</em> do que <em>tristes</em>;</li>
</ul>
</li>
</ul>
<p>Esta é outra boa dica para quem deseja estudar ou memorizar coisas, mas é muito importante lembrar que para que as informações possam ser evocadas com facilidade em qualquer lugar ou situação é necessário que os estudos e a memorização aconteçam em lugares distintos, com influências distintas.</p>
<p>A consolidação da memória também pode ser <strong>sugestionada</strong>. Voluntários assistiram a um vídeo de acidente de carro, em seguida foram questionados da seguinte maneira:</p>
<p>&#8220;Qual era a velocidade aproximada do carro quando se (<em>verbo</em>)?&#8221;</p>
<p>No qual o <em>verbo </em>variou com cada voluntário (<em>esmagou</em>, <em>chocou, bateu, tocou</em>). Quanto &#8220;mais intensos&#8221; eram os verbos da pergunta, maiores foram as estimativas das velocidades respondidas. No acidente nenhum vidro do carro se quebrou, mas as pessoas foram questionadas sobre este fato e as que ouviram a primeira pergunta com os verbos &#8220;mais intensos&#8221; responderam mais positivamente do que as que ouviram a pergunta com os verbos &#8220;menos intensos&#8221;.</p>
<p>Este tipo de <em>consolidação após evento </em>é muito comum em audiências judiciais, em que testemunhas podem ser sugestionadas a fornecer uma determinada resposta dependendo da meneira como a questão é realizada.</p>
<p style="text-align: justify;">Estudamos alguns modelos sobre o funcionamento da memória propostos por diferentes pesquisadores em diferentes épocas. Não vou entrar em detalhes sobre cada um deles, mas todos se relacionam ou com memórias de curto e longo prazo ou com <strong>memória de trabalho </strong>(ligada mais a representações visuais e fonológicas do que ao tempo) ou com relações entre todos estes tipos de memória, com alguns alicerces semânticos e sintáticos da informação que pode ser armazenada.</p>
<p style="text-align: justify;">Aí vão alguns links sobre diferentes tipos e modelos de memória vistos em aula:</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mem%C3%B3ria" target="_blank">Artigo sobre memória da Wikiédia</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Atkinson-Shiffrin_memory_model" target="_blank">Modelo de memória proposto por Atkinson &amp; Shiffrin em 1968</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Baddeley%27s_model_of_working_memory" target="_blank">Modelo de memória proposto por Baddeley &amp; Hitch em 1974</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.simplypsychology.pwp.blueyonder.co.uk/levelsofprocessing.html" target="_blank">Modelo de memória proposto por Craik &amp; Lockhart em 1972</a></p>
<p style="text-align: justify;">Obrigado pessoal, até a próxima!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rails Summit 2009 &#8211; Obie Fernandez</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Oct 2009 04:18:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada eu e toda a equipe de desenvolvimento da UFABC fomos ao Rails Summit 2009, maior encontro de Ruby on Rails da América Latina. O evento, promovido pela Locaweb e guiado por Fábio Akita, teve a sua segunda edição realizada nos dias 13 e 14 de outrubro, no Centro de Convenções Anhembi, em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada eu e toda a equipe de desenvolvimento da UFABC fomos ao <a href="http://www.railssummit.com.br/" target="_blank">Rails Summit 2009</a>, maior encontro de <strong>Ruby on Rails </strong>da América Latina. O evento, promovido pela <strong>Locaweb</strong> e guiado por <a href="http://akitaonrails.com/" target="_blank">Fábio Akita</a>, teve a sua segunda edição realizada nos dias 13 e 14 de outrubro, no Centro de Convenções Anhembi, em São Paulo. <a href="http://www.railssummit.com.br/pt-BR/schedule" target="_blank">Confira qual foi a programação do evento.</a></p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/logo_rails_summit.png"><img class="aligncenter size-medium wp-image-187" title="logo_rails_summit" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/logo_rails_summit-300x93.png" alt="logo_rails_summit" width="300" height="93" /></a></p>
<p>Foram várias as palestras e os temas apresentados durante o <strong>Rails Summit</strong>, desde valores e paradigmas da linguagem e do framework, até detalhes técnicos e novidades sobre o assunto.</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/obie_fernandez.jpg"><img class="size-medium wp-image-182 alignleft" title="obie_fernandez" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/obie_fernandez-300x200.jpg" alt="obie_fernandez" width="253" height="168" /></a>A palestra de fechamento do evento foi apresentada por <strong>Obie Fernandez,</strong> autor do <em>The Rails Way</em>, o guia de referência definitiva para Ruby on Rails, editor da <em>Addison-Wesley Professional Ruby Series</em> e reconhecido membro da comunidade internacional de <strong>Ruby</strong>. Obie é o <span>CEO</span>/fundador da <em>Hashrocket</em>, consultoria web e desenvolvedora de produtos em <em>Jacksonville Beach</em>, Flórida.</p>
<p><strong>Palestra: </strong><em>&#8220;Dominando a Arte de Desenvolvimento de Aplicações”</em></p>
<p>A palestra teve o objetivo de comparar o desenvolvimento de aplicações com criações artísticas. Obie iniciou descrevendo as maneiras como um indivíduo pode ser considerado especialista em alguma coisa, sugerindo como regra maior a <strong>prática</strong>: <em>&#8220;Practice, practice and practice&#8221; </em>(Praticar, praticar e praticar). Apesar do caráter óbvio desta colocação, a idéia parece não ser tão simples. Obie dividiu em 3 níveis o domínio que alguém possui sobre alguma modalidade, seja ela esportiva, artística ou de programação. Não me lembro exatamente como foram as classificações atribuídas por ele, mas era algo assim:</p>
<p><strong>1º nível: </strong>O especialista. A pessoa é <em>expert</em> e muitas vezes uma importante referência naquilo que faz.</p>
<p><strong>2º nível: </strong>O bom conhecedor. Apesar de não ser a melhor em sua área, a pessoa tem um bom conhecimento. Não passa vergonha.</p>
<p><strong>3º nível: </strong>O mediano. Não é leigo, mas pode estar longe de ser o especialista da sua área.</p>
<p>Segundo algumas pesquisas, o tempo médio de prática para que um ser-humano possa se tornar especialista em alguma modalidade em algum momento de sua vida é em torno 10000 (dez mil) horas. Desta maneira, calculando bem por cima, um programador Ruby, por exemplo, com uma jornada diária de 8 horas, levaria cerca de 5 anos para ser especialista na linguagem. Porém, nesta estimativa alguns fatores que não foram levados em consideração podem fazer este tempo se elevar bastante &#8211; Apesar da jornada diária de trabalho, qual programador fica, efetivamente, 8 horas por dia apenas codificando ou estudando Ruby? E outro fator, não menos importante: O prazer com que a pessoa exerce determinada atividade &#8211; de nada vale 8 horas <em>efetivas</em> diárias se isto for um grande sacrifício. Obie comparou este último fato com o aprendizado de violino &#8211; Uma pessoa que desde sua infância pratica e estuda horas e horas por dia o instrumento, mas não tem o mínimo prazer em fazer isto, definitivamente o tempo que ela levará para se tornar uma especialista é extremamente superior (isto se fosse possível).</p>
<p>Entendo que pode paracer uma série de obviedades, e pode até ser, mas foi brilhantemente exposta por Obie Fernandez. Recomendo assistirem ou lerem algum material de sua autoria. Mas as partes mais legais, na minha opinião, foram as menções ao <strong>desenvolvimento ágil</strong>:</p>
<p>Assim como um artista plástico idealiza uma obra de arte em que o resultado final não é claro em sua mente, não se deve esperar que o desenvolvedor preveja todas as funcionalidades e o formato definitivo do sistema antes mesmo de começar a desenvolver &#8211; o pecado capital da maioria das metodologias clássicas de engenharia de software. Da mesma forma,  o artista não pinta um quadro o dividindo em partes isoladas, assim como o desenvolvimento e a programação de um sistema pode fluir muito melhor se não for excessivamente modularizada. Reparem nas diferenças:<br />
<a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/monalisa_desenvolvimento_agil.jpg"><img class="size-full wp-image-201 aligncenter" title="monalisa_desenvolvimento_agil" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/monalisa_desenvolvimento_agil.jpg" alt="monalisa_desenvolvimento_agil" width="454" height="373" /></a>Outra prática muito comum utilizada em metodologias de desenvolvimento ágil são os testes automatizados de sistema: <strong>TDD</strong> (<strong><em>Test Driven Development</em></strong> ou <em>Desenvolvimento Orientado a Testes</em>). Uma <em>feature </em>de um sistema só deve ser codificada caso um teste para esta <em>feature </em>também já tiver sido previamente codificado, garantindo a integridade de todo o sistema, evitando, ou melhor, evidenciando uma porção de erros inimagináveis em futuras modificações sem que eles precisem ser encontrados pelo usuário final (como acontece na maioria das vezes em que um sistema é desenvolvido sem testes automatizados) e principalmente proporcionando uma visão clara e garantida do funcionamento do sistema como um todo, sem ao menos ter realizado nenhum teste real, assim como alguns especialistas da música conseguem imaginar perfeitamente como é a melodia da obra sem a ter ouvido nem uma única vez, apenas pela sua partitura.</p>
<p style="text-align: left;">A palestra foi ótima!</p>
<p style="text-align: left;">Aos programadores que não conhecem estes tipos de metodologias (<strong>Agile Development, TDD, </strong>etc), recomendo fortemente que pesquisem sobre. Ficam aí alguns links:</p>
<p><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Test-driven_development" target="_blank">Test Driven Development</a><br />
<a href="http://agilemanifesto.org/" target="_blank">Agile Manifesto</a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Desenvolvimento_%C3%A1gil_de_software" target="_blank">Desenvolvimento ágil de software</a><br />
<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Scrum" target="_blank">Scrum</a></p>
<p><strong>Web Site oficial de Obie Fernandez: </strong> <a href="http://obiefernandez.com/" target="_blank">http://obiefernandez.com/</a></p>
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		<title>A alegoria da caverna</title>
		<link>http://icarovinicius.com.br/blog/2009/10/16/a-alegoria-da-caverna/</link>
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		<pubDate>Fri, 16 Oct 2009 04:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário Expandido]]></category>
		<category><![CDATA[caverna de platão]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[metodologias ágeis]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes de mais nada, aqueles que ainda não conhecem o mito, leiam este texto retirado da Wikipédia: O mito da caverna, ou  Alegoria da caverna, foi escrita por Platão, e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de mais nada, aqueles que ainda não conhecem o mito, leiam este texto retirado da Wikipédia:</p>
<blockquote><p><strong><strong>O</strong><strong> </strong>mito da caverna</strong>, ou  <strong>Al</strong><strong>egoria da caverna</strong>, foi escrita por <a title="Platão" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plat%C3%A3o">Platão</a>, e encontra-se na obra intitulada <a title="A República" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Rep%C3%BAblica">A República</a> (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade.</p>
<p>Imaginemos um muro bem alto separando o mundo externo e uma <a title="Caverna" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Caverna">caverna</a>. Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali.</p>
<p>Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder locomover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira.</p>
<p>Os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade.</p>
<p>Um dos prisioneiros decide abandonar essa condição e fabrica um instrumento com o qual quebra os grilhões. Aos poucos vai se movendo e avança na direção do muro e o escala, com dificuldade enfrenta os obstáculos que encontra e sai da caverna, descobrindo não apenas que as sombras eram feitas por homens como eles, e mais além todo o mundo e a natureza.</p>
<p><a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna" target="_blank">Leia mais&#8230;</a></p></blockquote>
<p>É inevitável imaginar inúmeras situações em que a metáfora da caverna proposta por Platão se aplicaria para representar a fuga, a quebra de paradigmas para um mundo novo, um mundo mais real. Eis algumas que ao longo dos anos eu presencio, muitas vezes me incomodo, mas principalmente tento compreendê-las e entender o motivo pelo qual o ser-humano muitas vezes não toma decisões que<em> </em><span style="text-decoration: line-through;">são</span> parecem tão óbvias e corretas:</p>
<p><strong>Na vida profissional:</strong> Assim como os prisioneiros que ouviriam as descrições colocadas pelo homem que saiu da caverna e viu o &#8220;mundo real&#8221; mas que não acreditariam e teriam muito medo e receio de conhecer algo novo, alguns profissionais demonstram um aparente conformismo com a situação nas quais se encontram, que mais se resume a medo também. Não estou falando de situação financeira ou de cargos e status, estes são fatores que podem ser meras consequencias de outras atitudes, ou não, não vêem ao caso de qualquer maneira. Estou falando dos casos em que uma situação desconfortável e notória não é corrigida, nem se quer reavaliada simplismente pelo fato de que esta situação sempre foi assim em todos os lugares, e portanto, é perfeitamente normal e intocável. A exemplo de metodologias de desenvolvimento de softwares &#8211; existe um caminho repleto de defeitos e fatores críticos que só atrasam a entrega e a garantia da qualidade de um software, mas que é ofuscado pelo simples fato de que é comumente utilizado e reconhecido &#8211; para que sair da caverna, se estas sombras já nos dizem tudo o que precisamos, não é mesmo?. Para quem não conhece, pesquise sobre o <a href="http://agilemanifesto.org/" target="_blank">manifesto ágil</a> e algumas de suas metodologias, mas por favor, não os tomem como verdades absolutas, não saiam de uma caverna para se abrigarem em outra. Apenas ousem!</p>
<p><strong>Nos relacionamentos interpessoais: </strong>Será mesmo que eu tenho razão? Ser tão convícto e orgulhoso é uma virtude? É tão claro, mas tão difícil notar que a fuga da caverna, quando estamos tratando de debates supostamente baseados em conhecimento, além de revelar novas alternativas, novas visões, ainda pode nos poupar um bocado de mal-estar entre indivíduos. Doutores e pesquisadores devem ter muito cuidado para não escaparem de suas antigas cavernas e se realojarem em cavernas de luxo, gigantes, com sombras novas e sons diferentes, mas que ainda assim são cavernas, são sombras. E isto também vale para a consideração desta minha colocação. Entre <span style="text-decoration: line-through;">estar</span> <em>parecer estar</em> com a razão e manter um relacionamento agradável, sem mals-estares involuntários causados por orgulhos e prepotências desnecessárias é interessante a ponderação do que pode ser mais útil &#8211; tanto para o relacionamento interpessoal quanto para a fuga da caverna e descoberta de um &#8220;mundo novo&#8221;.</p>
<p><strong>Na universidade: </strong>Faço Bacharelado em Ciências e Tecnologia e vou me especializar em Ciências da Computação. É comum eu escutar comentários e palpites sobre determinadas disciplinas que eu curso, que paracem nada ter a ver com a minha especialidade. Insisto que apóio o caráter interdisciplinar da minha Universidade e que tenho alguma convicção de que pensar um pouquinho fora da caixa, deixar de fazer apenas o que é comum e fugir das cavernas pode valer muito a pena. Isto vale para aquele tipo de pergunta: &#8220;Pra que preciso ver isso aí se eu não vou usar?!&#8221;.</p>
<p><strong>Na política e na religião: </strong>Sim, eu sei, caros leitores. Já sei, já sei&#8230; Ok, calma&#8230; Calma! Já sei muito bem como é complicado discutir estes assuntos, mas eu peço gentilmente e educadamente que tentem imaginar como seria o mundo lá fora das cavernas e&#8230; Ok, desisto. &gt;=(</p>
<p><strong>Um paradoxo: </strong>Talvez isto possa se refletir na questão dos relacionamentos interpessoais. A busca pelo &#8220;novo mundo&#8221; fora da caverna certamente é infinita. É válido, então, construirmos as nossas próprias realidades para definirmos os nossos próprios limites do que é bom e do que não é? Repito a pergunta: É mais importante estar certo ou ser feliz? Eu até tenho uma opinião sobre este paradoxo: cada caso é um caso e as situações não devem ser avaliadas da mesma maneira. Mas deixo ainda estas questões no ar&#8230;</p>
<p>Os exemplos não acabam, não vou reclamar se deixarem outros nos comentários <img src='http://icarovinicius.com.br/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><strong>Uma ótima paródia de Maurício de Souza:</strong><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/I9qPYb_N3ng&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/I9qPYb_N3ng&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Obrigado e até a próxima! \o</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Bastardos Inglórios</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Oct 2009 07:45:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<category><![CDATA[nazismo]]></category>
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		<description><![CDATA[Update: Não contém spoilers!!! Quando assisti ao trailer de Bastardos Inglórios, há pouco menos de 1 mês, surgiu a vontade de assistir mais uma representação histórica de judeus e nazismo durante o holocausto. Eu não havia prestado atenção no produtor e diretor do filme. Sábado (10/10) no cinema não presenciei nenhuma dramatização da história, mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Update: </strong>Não contém spoilers!!!</p>
<p>Quando assisti ao trailer de <strong>Bastardos Inglórios</strong>, há pouco menos de 1 mês, surgiu a vontade de assistir mais uma representação histórica de judeus e nazismo durante o holocausto. Eu não havia prestado atenção no produtor e diretor do filme.</p>
<p>Sábado (10/10) no cinema não presenciei nenhuma dramatização da história, mas outra obra de <strong>Quentin Tarantino</strong>. Não foi nenhuma decepção &#8211; a surpresa foi agradável.</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/bastardos_inglorios-1.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-137" title="bastardos_inglorios-1" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/bastardos_inglorios-1-204x300.jpg" alt="bastardos_inglorios-1" width="204" height="300" /></a>A judia Shosanna, refugiada com sua família na casa de um camponês francês, que vivia na França ocupada pela Alemanhã em 1941, sobrevive a um massacre à sua família, comandado por um oficial do exército nazista, apelidado de &#8220;Caçador de Judeus&#8221;. Em Paris Shosanna assume uma nova identidade  e se torna proprietária de um cinema, que possui um empregado, querido e amante da judia, negro.</p>
<p>Aldo (Brad Pitt) é um tenente americano que comanda um exército de americanos judeus motivados a vingar o genocídio nazista que vinha acontecendo &#8211; torturando, assassinando e arrancando escalpos de soldados alemães do exército nazista. Conhecidos como  &#8220;Bastardos Inglórios&#8221; o exército de Aldo é conhecido e repudiado por Hittler.</p>
<p><a href="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/bastardos_inglorios-2.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-141" title="bastardos_inglorios-2" src="http://icarovinicius.com.br/blog/wp-content/uploads/2009/10/bastardos_inglorios-2-205x300.jpg" alt="bastardos_inglorios-2" width="205" height="300" /></a></p>
<p>Após a proposta de um produtor de cinema alemão estreiar um filme relatando a história de um soldado nazista que se tornou herói após algumas batalhas na guerra, no cinema de Shosanna, onde nazistas compareceriam em massa, inclusive o Führer, a judia, ciente de que o oficial alemão que massacrara a sua família compareceria ao evento, enxerga, junto com seu companheiro negro, uma oportunidade única de vingança &#8211; um ataque suicída que incendiaria o cinema com todos os presentes na &#8220;Noite Nazista&#8221;.</p>
<p>A sede de vingança de Shosanna e de Aldo e seu exército se coincidem na mesma noite, no mesmo evento, o ápice do filme.</p>
<p>Não revelarei o desfecho da estória, mas seja qual for, Quetin Tarantino, apesar de ter se baseado em um cenário histórico, criou uma total ficção em <em>Bastardos Inglórios</em>, repleta dos tradicionais exageros e minunciosidades comumente presentes em seus filmes, saí do cinema com uma pitada de desejo de que soldados nazistas ou mesmo Adolf Hitler tivessem assistido à produção. Seria gratificante.</p>
<p><strong>Trailer do filme:</strong><br />
<object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="344" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/i_7D7TG-Irc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344" src="http://www.youtube.com/v/i_7D7TG-Irc&amp;hl=pt-br&amp;fs=1&amp;" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
<p>Recomendo!</p>
<p><strong>Website oficial do filme: </strong><a href="http://www.inglouriousbasterds-movie.com/" target="_blank">http://www.inglouriousbasterds-movie.com</a></p>
]]></content:encoded>
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