Esta noite não foi legal, não dormi nada bem. Acordei às 4h00 e voltei a adormecer umas 6h00, para acordar definitivamente às 7h30. Neste pequeno tempo de sono tive vários sonhos fragmentados, mas um destes “fragmentos” me chamou mais atenção.
“Eu estava nos fundos de alguma casa, em um grande quintal. Era noite. Havia muitas pessoas, a maioria era irreconhecível, mas o Fernando, meu colega de trabalho, estava lá.

Em uma espécie de garagem estava exposta uma antiga locomotiva. Não sei ao certo como eu sabia, mas ela fora construída por um velho médico, que também estava presente naquele encontro. Todos que estavam lá gostariam de vê-la em atividade, mas ninguém se arriscava em tentar fazê-la funcionar. Ninguém com exceção do Fernando.
Ele montou em cima de uma das partes da locomotiva, tirou uma pesada tampa de ferro e começou a inserir alguns combustíveis e a tentar acender algum fogo. Logo em seguida o Fernando se afastou e se juntou à multidão que aguardava o início do funcionamento daquela máquina.

Todos estavam desconfiados quanto ao sucesso da tentativa de Fernando, até que uma pequena chama surge de dentro da locomotiva. Logo após a euforia dos presentes a chama começou a aumentar. E aumentou. E aumentou mais. Um grande incêndio teve início no galpão onde ela estava. Me lembro até do cheiro de queimado.
Por algum motivo obscuro o Fernando era bombeiro, e por um mistério maior ainda, estava com toda a sua equipe e seus equipamentos, que logo deram início à contenção do fogo.
Em meio à correria e à passagem de bombeiros e mangueiras, eu avistei um senhor, não tinha barba mas era velho, e estava de branco. Era o médico construtor da locomotiva. Eu pude enxergar o pranto em seus olhos avistando a destruição de sua máquina, me emocionei, criei coragem e fui pedir desculpas ao homem pelo inconveniente. O médico foi extremamente humilde e bondoso. Pediu para não ligarmos, e ficarmos tranquilos pois ele não ficaria bravo. Após eu me desculpar mais uma vez ele me interrompeu e me perguntou se eu já havia ouvido a história sobre o motoqueiro que iria se apresentar pela primeira vez no globo da morte. Eu disse que nunca tinha ouvido falar da história. Então ele iniciou…”
E eu acordei. =(
Juro que tentei adormecer novamente só para ouvir a “parábola do Globo da morte” contada pelo velho médico, mas não consegui.
Pois bem, fica então para a nossa imaginação, ou quem sabe para um próximo sonho. =]
É isso aí, pessoal! Boa noite, bons sonhos e até a próxima!



Feijões mágicos caro Ícaro, feijões…